Depois de ser denunciado por cinco das seis centrais sindicais — no ótimo manifesto “Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores” —, o presidenciável José Serra (SP) acusou o golpe. Nesta quarta-feira (14), uma semana após a divulgação do manifesto, o tucano irá a uma plenária da UGT (União Geral dos Trabalhadores), em São Paulo, para receber em mãos um documento da central endereçado aos candidatos à Presidência.
Por André Cintra
Em meio à acirrada campanha eleitoral, Serra corre para reverter a imagem de inimigo número um dos trabalhadores e do movimento sindical. Suas chances de obter êxito são muito próximas a zero. Conforme declara o manifesto assinado pelos presidentes de CUT, Força, CTB, CGTB e Nova Central, a “marca registrada” da trajetória política de Serra “foi atuar contra os trabalhadores”. Não há marquetagem ou factoide que maquie essa reputação.
EM 2001, QUANDO O FHC ERA PRESIDENTE E SERRA ERA O MIN. DO PLANEJAMENTO, ELES VENDERAM TODAS AS EMPRESAS QUE ERAM DO POVO PARA OS COMPADRES EMPRESÁRIOS, BENEFICIANDO APENAS A ESTES.
E, PARA AUMENTAR AINDA MAIS O LUCRO DOS EMPRESÁRIOS, BOLARAM O PROJETO 5483/2001, QUE PREVIA FLEXIBILIZAR DIREITOS. ISTO SIGNIFICA QUE OS PATRÕES NÃO SERIAM MAIS OBRIGADOS (COMO SÃO POR LEI) A PAGAREM DIREITOS AOS SEUS FUNCIONÁRIOS, COMO 13º SALÁRIO, LICENÇA-MATERNIDADE, ABONO DE 1/3 DAS FÉRIAS. PARA ISSO, BASTAVA O PATRÃO ALEGAR QUE NÃO TINHA DINHEIRO, ENTÃO NÃO PRECISARIA PAGAR.
