domingo, 10 de maio de 2026
José Genoino diz que “o vento virou” a favor de Lula após encontro com Trump
José Genoino diz que “o vento virou” a favor de Lula após encontro com Trump
Ex-presidente do PT avalia que Lula saiu fortalecido nos Estados Unidos, mas alerta que soberania nacional e terras raras serão temas centrais para 2026
10 de maio de 2026, 06:25 h
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José Genoino diz que “o vento virou” a favor de Lula após encontro com Trump
José Genoino diz que “o vento virou” a favor de Lula após encontro com Trump (Foto: Brasil 247 / PT / Ricardo Stuckert)
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247 – O ex-presidente do PT José Genoino afirmou que a visita do presidente Lula aos Estados Unidos e o encontro com Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, abriram uma nova janela política para o governo brasileiro e para o campo progressista. Em entrevista ao Bom Dia 247, Genoino avaliou que “o vento virou” a favor de Lula depois de uma semana marcada por derrotas políticas internas e pela comemoração do centrão e da extrema direita. “O clima da semana passada se reverteu totalmente às comemorações do centrão e da extrema direita”, disse.
Segundo Genoino, Lula demonstrou firmeza e habilidade política ao defender uma agenda soberana diante de Trump. “É uma postura altiva, soberana e ele coloca a pauta que interessa na relação com os Estados Unidos”, afirmou.
Para ele, o encontro não deve ser tratado apenas como um episódio simbólico. Genoino defendeu que o governo transforme o bom momento político em conteúdo programático, especialmente em torno da soberania nacional, da integração regional, da política industrial, da defesa dos recursos naturais e da autonomia tecnológica.
“O Lula colocou uma agenda para o mundo. Isso é muito positivo. Ele sabe muito bem colocar aquilo que é fundamental para uma nova ordem mundial multipolar, com base na autodeterminação dos povos, na defesa da soberania e na defesa da paz”, declarou.
Genoino também destacou que temas como terras raras, petróleo, minerais críticos, data centers e inteligência artificial não podem ser tratados apenas como oportunidades comerciais. Para ele, esses setores devem estar vinculados a um projeto nacional de desenvolvimento.
“A questão das terras raras e dos minérios críticos não pode ser só uma questão comercial. Tem que levar em conta os nossos interesses enquanto país soberano”, afirmou.
O ex-dirigente petista defendeu ainda que o Brasil deixe de ser apenas exportador de matérias-primas. “O Brasil sinaliza na declaração do Lula a necessidade de construir um projeto de desenvolvimento econômico soberano, com soberania tecnológica e apoio a um novo modelo de industrialização do país”, disse.
Na avaliação de Genoino, a esquerda deve aproveitar o novo momento político para abandonar a dependência da conciliação institucional e assumir uma postura mais ofensiva. “Nós não vivemos tempos de paz, de amor e de conciliação por cima. Nós vivemos tempos aguerridos e ganhará quem tiver ousadia”, afirmou.
Ele também relacionou a conjuntura internacional à disputa eleitoral de 2026. “O Lula tem uma grande janela de oportunidade para construir o quarto mandato. Qual é a grande janela de oportunidade? Ocupar a grande avenida da luta política democrática e popular”, disse.
Ao comentar a crise envolvendo o Banco Master e Ciro Nogueira, Genoino afirmou que o episódio atinge diretamente o centrão e a extrema direita. “Ciro Nogueira é a cara do centrão e o centrão tem a cara do Ciro”, declarou.
Para ele, a investigação deve ser politizada no debate público, porque expõe a hipocrisia da extrema direita. “Ciro Nogueira não é um senador qualquer. Ciro Nogueira é uma liderança estratégica dessa aliança do centrão com a extrema direita”, afirmou.
Genoino também criticou a ideia de compensações empresariais em debates sobre direitos trabalhistas, como o fim da escala 6 por 1. “Direito é direito. Os direitos são universais”, disse.
Na conclusão de sua análise, o ex-presidente do PT defendeu que Lula e o campo progressista apresentem uma plataforma clara para 2026, baseada em soberania, desenvolvimento, direitos sociais e enfrentamento à extrema direita. “Você pode negociar com o adversário, mas você sabe qual o lado que você está e quais são as bandeiras que você levanta na mesa”, afirmou.
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