domingo, 10 de maio de 2026

Serrano: “Lula não tem poder nenhum sobre o que a Polícia Federal vai fazer” Pedro Serrano afirma que estrutura institucional impede Lula de interferir em investigações da Polícia Federal 07 de maio de 2026, 13:05 h WhatsAppWhatsApp XX FacebookFacebook Email Bluesky Threads Copiar link Shares: 0 Serrano: “Lula não tem poder nenhum sobre o que a Polícia Federal vai fazer” Serrano: “Lula não tem poder nenhum sobre o que a Polícia Federal vai fazer” (Foto: Brasil247) Dafne Ashton avatar Conteúdo postado por: Dafne Ashton Apoie o 247 Siga-nos no Google News 247 - O professor e jurista Pedro Serrano afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não possui instrumentos para interferir nas investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre o esquema de fraudes do Banco Master, e disse que a estrutura institucional brasileira garante ampla autonomia à corporação em procedimentos de polícia judiciária. As declarações foram dadas em entrevista ao Bom Dia 247. Segundo Serrano, existe uma percepção equivocada dentro da classe política de que o governo federal poderia controlar ou interromper investigações policiais. Para ele, essa expectativa não corresponde ao funcionamento legal da instituição. “Lula não tem poder nenhum sobre o que a Polícia Federal vai fazer. A Polícia Federal é polícia judiciária. Não há nenhuma capacidade do Executivo de intervir”, declarou. Play Video O jurista explicou que a autonomia operacional da PF está relacionada ao modelo burocrático e legislativo consolidado no país, que limita a atuação direta do Poder Executivo sobre investigações em andamento. De acordo com ele, mesmo o diretor-geral da corporação não teria mecanismos formais para interferir em procedimentos conduzidos por delegados responsáveis pelos casos. “A não ser que o diretor-geral tenha alguma relação pessoal com algum delegado, mas normalmente não há como haver esse tipo de intervenção que a política quer”, afirmou. Serrano acrescentou que a estrutura institucional impede que presidentes utilizem a Polícia Federal como instrumento de proteção política a aliados ou integrantes do próprio governo. Ao abordar precedentes históricos, o jurista citou a Operação Lava Jato como exemplo de atuação independente da corporação durante governos do Partido dos Trabalhadores. “Isso já ocorreu na Lava Jato. A Lava Jato se voltou contra Dilma e contra Lula no governo Dilma”, disse. Para Serrano, o episódio demonstrou que o governo federal não possui controle efetivo sobre investigações conduzidas pela PF, mesmo quando seus integrantes se tornam alvo direto das apurações. “Você não tem controle, essa é a realidade. Não tem mesmo”, declarou. Ele afirmou ainda que integrantes da classe política frequentemente recorrem ao presidente da República em busca de proteção diante de investigações, mas sustentou que essa expectativa não encontra respaldo na prática institucional brasileira. “Por mais que a classe política vá a Lula pedindo proteção, não vão conseguir”, disse. Na avaliação do jurista, independentemente da vontade política do presidente, a estrutura legal existente impede intervenções diretas. “Nem sei se Lula quer ou não quer, mas a realidade é que ele não consegue. Ele não tem muita proteção a dar”, concluiu.

Serrano: “Lula não tem poder nenhum sobre o que a Polícia Federal vai fazer” Pedro Serrano afirma que estrutura institucional impede Lula de interferir em investigações da Polícia Federal O professor e jurista Pedro Serrano afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não possui instrumentos para interferir nas investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre o esquema de fraudes do Banco Master, e disse que a estrutura institucional brasileira garante ampla autonomia à corporação em procedimentos de polícia judiciária. As declarações foram dadas em entrevista ao Bom Dia 247. Segundo Serrano, existe uma percepção equivocada dentro da classe política de que o governo federal poderia controlar ou interromper investigações policiais. Para ele, essa expectativa não corresponde ao funcionamento legal da instituição. “Lula não tem poder nenhum sobre o que a Polícia Federal vai fazer. A Polícia Federal é polícia judiciária. Não há nenhuma capacidade do Executivo de intervir”, declarou. O jurista explicou que a autonomia operacional da PF está relacionada ao modelo burocrático e legislativo consolidado no país, que limita a atuação direta do Poder Executivo sobre investigações em andamento. De acordo com ele, mesmo o diretor-geral da corporação não teria mecanismos formais para interferir em procedimentos conduzidos por delegados responsáveis pelos casos. “A não ser que o diretor-geral tenha alguma relação pessoal com algum delegado, mas normalmente não há como haver esse tipo de intervenção que a política quer”, afirmou. Serrano acrescentou que a estrutura institucional impede que presidentes utilizem a Polícia Federal como instrumento de proteção política a aliados ou integrantes do próprio governo. Ao abordar precedentes históricos, o jurista citou a Operação Lava Jato como exemplo de atuação independente da corporação durante governos do Partido dos Trabalhadores. “Isso já ocorreu na Lava Jato. A Lava Jato se voltou contra Dilma e contra Lula no governo Dilma”, disse. Para Serrano, o episódio demonstrou que o governo federal não possui controle efetivo sobre investigações conduzidas pela PF, mesmo quando seus integrantes se tornam alvo direto das apurações. “Você não tem controle, essa é a realidade. Não tem mesmo”, declarou. Ele afirmou ainda que integrantes da classe política frequentemente recorrem ao presidente da República em busca de proteção diante de investigações, mas sustentou que essa expectativa não encontra respaldo na prática institucional brasileira. “Por mais que a classe política vá a Lula pedindo proteção, não vão conseguir”, disse. Na avaliação do jurista, independentemente da vontade política do presidente, a estrutura legal existente impede intervenções diretas. “Nem sei se Lula quer ou não quer, mas a realidade é que ele não consegue. Ele não tem muita proteção a dar”, concluiu.

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