quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
Fachin se acovardou ante militares, diz Lula
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Lula: 'Se não for candidato, estarei inteiro para ser cabo eleitoral'
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021
Plenário do STF referenda a prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira
Plenário do STF referenda a prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira: Por unanimidade, os ministros reforçaram o entendimento do relator Alexandre de Moraes; a Câmara ainda analisará o assunto
terça-feira, 16 de fevereiro de 2021
PF prende deputado bolsonarista que postou vídeo de ódio contra ministros do STF
PF prende deputado bolsonarista que postou vídeo de ódio contra ministros do STF: O ministro Alexandre de Moraes, que preside inquérito dos atos antidemocráticos, decretou a prisão
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As chances de Lula voltar ao jogo no Tempero da Notícia, com Rodrigo Vianna: Acrescente algumas pitadas de uma imprensa sem vergonha, que criou Bolsonaro e não sabe o que fazer
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Quem defende a privatização do SUS frequenta o Albert Einstein e o Sírio Libanês - CartaCapital: Com a pandemia, sem o Sistema Único de Saúde, a tragédia que se abate sobre nós teria sido ainda maior, escreve Luana Tolentino
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021
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sábado, 13 de fevereiro de 2021
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021
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Lava Jato é o maior escândalo judicial da história brasileira, diz professor em artigo no New York Times
É o que afirma Gaspard Estrada, diretor-executivo do Observatório Político da América Latina e do Caribe (Opalc) da universidade Sciences Po de Paris, em artigo publicado nesta terça-feira (9/2) no jornal norte-americano, um dos mais influentes do mundo
Conjur - A "lava jato" se vendia como a maior operação anticorrupção do mundo, mas se transformou no maior escândalo judicial da história brasileira. É o que afirma Gaspard Estrada, diretor-executivo do Observatório Político da América Latina e do Caribe (Opalc) da universidade Sciences Po de Paris, em artigo publicado nesta terça-feira (9/2) no jornal norte-americano The New York Times.
Ao comentar o fim da força-tarefa no Paraná, Estrada aponta que os procuradores defendem a operação com uma série de números: 1.450 buscas e apreensões, 179 ações penais, 174 condenados, incluindo políticos e empresários, incluindo o ex-presidente Lula. "Porém, para conseguir esses resultados, os procuradores violaram o devido processo legal, sem reduzir a corrupção", diz.
Se antes já havia dúvidas sobre a sua parcialidade na condução dos processos contra Lula, cita Estrada, com a divulgação de mensagens de Telegram se verifica que o ex-juiz Sergio Moro orientou a construção da acusação contra o ex-presidente, "violando o princípio jurídico de não ser juiz e parte ao mesmo tempo".
Quando foi relevado que o escritório Teixeira Zanin Martins Advogados, responsável pela defesa do petista, foi grampeado pela "lava jato", os procuradores alegaram que se tratou de um erro. Entretanto, ressalta o diretor do Opalc, hoje é possível confirmar que os membros do Ministério Público Federal eram constantemente informados por agentes da Polícia Federal sobre as ligações, com o objetivo de traçar estratégias e obter a condenação de Lula.
Para Estrada, as consequências da atuação ilegal da "lava jato" estão claras: 'O Estado de Direito está cada vez mais em perigo, com a aprovação de grande parte do establishment político e econômico que ontem apoiou cegamente a operação ‘lava jato’ e hoje apoia a chegada de um político acusado de corrupção [Arthur Lira] à presidência da Câmara dos Deputados, ao mesmo tempo em que o presidente [Jair Bolsonaro] desmantela grande parte das instituições de combate à corrupção e ao crime."
Lava Jato tentou coagir Rosa Weber com notícias falsas na mídia conservadora
Lava Jato tentou coagir Rosa Weber com notícias falsas na mídia conservadora
Mensagens trocadas entre procuradores da Lava Jato indicam que a força tarefa planejou intimidar a ministra do STF Rosa Weber, plantando notícias contra ela na imprensa conservado
Conjur - O direito à privacidade não protege o crime. Daí que a pseudo privacidade dos procuradores de Curitiba e seus demais sócios honorários, nas conversas hackeadas, oferece duas perspectivas. A que versa sobre situações inofensivas (ou pretensamente engraçadas) e as condutas tipificadas no Código Penal.
Imputar desonestidade a ministros do Supremo e do STJ, por exemplo — e quebrar o sigilo, clandestinamente, usando a Receita Federal, dessas pessoas. É grave pela afirmação, mas pior ainda pelo fato de que é o que eles diziam aos jornalistas que deles dependiam para ganhar as melhores "notícias" dos últimos anos.
Desmoralizar ministros do STF e do STJ era a chave do sucesso da autoapelidada "lava jato". Assim como o político precisa do voto popular para se reeleger, Curitiba só continuaria a governar o país tendo os votos dos ministros. Não por acaso eles decretaram: "sério" é ministro que seguia Curitiba incondicionalmente. Os demais, não.
Grosseria ou falta de respeito podem não ser crimes. Mas o que transparece é mais que isso. Carregados nos ombros da opinião pública iludida, esses agentes passaram a coagir julgadores com a pena da execração perante o auditório nacional.
Esse desprezo não se dedicava apenas aos ministros mais ofensivos, como Gilmar Mendes. Mesmo as senhoras mais contidas e cautelosas, como Rosa Weber e Cármen Lúcia, foram alvo do escárnio e da prepotência incontida dos procuradores.
Em dado momento, um deles se mostra contrariado porque o ex-presidente Lula iria despachar com a ministra Rosa Weber (o que jamais aconteceu). Mas o procurador diz haver "mensagens nesse sentido". O problema, diz Roberson Henrique Pozzebon, é que a ministra "não tem a menor noção do caso". Suscita-se acionar o procurador-Geral da República, o que é descartado com uma arma muito melhor para "neutralizar" o inimigo: o juiz Sergio Moro, que fora assessor da ministra no STF. "A simples publicidade vai colocá-la na parede", arremata Deltan.
Aludindo fantasias sem informar fonte, o procurador Ângelo Augusto Costa inventa frases atribuídas ao ministro Ricardo Lewandowski, como a de que seu colega Luiz Fux "tem um guaxinim na cabeça". Para Costa, "esse Lewandowski não é nada". E o nível cai, quando João Carlos de Carvalho Rocha faz piada sem graça e intolerável sobre a vida pessoal da ministra Cármen Lúcia.
Cenas brasileiras de uma pirâmide invertida. Entra para o museu da história da Justiça em um momento que o rabo abanou o cachorro.
Papel da CIA na prisão de Lula deve ser investigado
Paulo Moreira Leite
Paulo Moreira Leite é colunista do 247, ocupou postos executivos na VEJA e na Época, foi correspondente na França e nos EUA.
Papel da CIA na prisão de Lula deve ser investigado
Por Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democracia
Talvez a mais chocante revelação da Operação Spoofing seja uma frase de Deltan Dallagnol, o chefe da Força Tarefa. No momento em que a Justiça decreta a prisão de Lula, Dallagnol afirma: "Presente da CIA".
Mesmo involuntariamente, Dallagnol abriu caminho para o que pode ser uma das mais esclarecedoras -- e chocantes -- informações sobre um lance decisivo em nosso retrocesso político atual.
Em abril de 2018, a prisão de Lula representou um marco divisório numa campanha eleitoral encerrada com uma cena impensável poucos meses antes: a vitória de Jair Bolsonaro, aliado assumido da Lava Jato, e a posse de seu carcereiro, Sérgio Moro, no Ministério da Justiça.
O fato decisivo na definição do pleito, sabemos todos, foi a prisão de Lula, que retirou o candidato do PT de uma campanha onde despontava como favorito.
Meses depois, quando o STF foi julgar um pedido de habeas corpus de Lula, que cobrava sua soltura com base na exigência constitucional do trânsito em jugado para o cumprimento de sentença condenatória, o debate sobre seus direitos havia mudado de natureza.
Impedir a presença de Lula na campanha tornara-se uma questão de Estado, o que explica a sugestão de intervenção militar apontada num tuíte onde o comandante Villas Boas ameaçava o STF.
Basta recordar o histórico de interferência da principal agencia norte-americana de inteligência em assuntos internos do Brasil e da América Latina para entender que afirmação de Dallagnol faz parte de um contexto maior.
Impossível contar a história de golpes de Estado de nossa época, sem fazer referência a potencia norte-americana cuja intervenção nem sempre envolveu o emprego de tropas -- mas ações de inteligência, cooptação de possíveis aliados e organizações de fachada, comandadas pela CIA.
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Foi assim no golpe de 1973 que derrubou Allende, no Chile, e também em 1964, no Brasil. A CIA participou do combate, prisão e captura de Che Guevara na Bolívia, embora a decisão final de executar o prisioneiro já dominado tenha sido assumida por um oficial boliviano, conforme entrevista ao El País.
A história da Lava Jato inclui cursos e treinamentos promovidos pelo Departamento de Justiça (DoJ). Em 2015, quando a Operação encontrava-se em seu início, o Ministério Publico Federal recebeu, em Curitiba, a visita de 17 cidadãos norte-americanos, ligados ao DoJ e ao FBI, evento que deu início a uma série de atividade comuns, no Brasil e nos Estados Unidos (Conjur, 1/07/2020).
Nesse contexto, o "presente da CIA" representa um passo a mais numa promiscuidade indesejável e perigosa -- e que por isso mesmo deve ser esclarecido.
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domingo, 7 de fevereiro de 2021
Os diálogos provam que a Lava Jato atentou contra a soberania nacional
Dilma: "Os diálogos provam que a Lava Jato atentou contra a soberania e contribuiu para o golpe de 2016"
"Os diálogos provam que a Lava Jato manipulou o sistema de justiça, atentou contra a soberania nacional, em acordos ilegais com agentes estrangeiros, corroeu a democracia, contribuiu para o golpe de 2016, prendeu Lula sem provas e, com isto, levou a extrema direita ao poder", afirmou Dilma Rousseff
7 de fevereiro de 2021, 16:29 h Atualizado em 7 de fevereiro de 2021, 17:25
247 - Em uma sequência de tuítes, a ex-presidenta Dilma Rousseff comentou os novos diálogos entre Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato, que evidenciaram o conluiu para condenar Lula.
"Os diálogos provam que a Lava Jato manipulou o sistema de justiça, atentou contra a soberania nacional, em acordos ilegais com agentes estrangeiros, corroeu a democracia, contribuiu para o golpe de 2016, prendeu Lula sem provas e, com isto, levou a extrema direita ao poder", afirmou Dilma.
Para ela, as gravações divulgadas das conversas entre o juiz Sérgio Moro e os procuradores liderados por Deltan Dallagnol "são suficientes para sepultar de vez a suposta imparcialidade da operação Lava Jato".
"O STF pode e deve declarar a suspeição de Moro e, assim, anular os processos contra Lula. Também pode e deve punir as ofensas cometidas por Moro e seus procuradores ao direito de defesa, ao devido processo legal, ao estado democrático de direito e ao próprio Judiciário", defendeu.
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