sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Tatto: 'não existe possibilidade de o PT desistir em SP. Lula está empenhado'

Tatto: 'não existe possibilidade de o PT desistir em SP. Lula está empenhado': "Não existe essa possibilidade. Estamos crescendo. O PT está unido, a militância está na rua", afirmou o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Jilmar Tatto. "O presidente Lula está totalmente empenhado. A aceitação do PT na rua é muito boa"

Guerra da vacina: Bolsonaro assusta população

Guerra da vacina: Bolsonaro assusta população: "Jair Bolsonaro disseminou a confusão e a insegurança num assunto de extrema importância para a população", escreve Helena Chagas, do Jornalistas pela Democracia, após ele cancelar o acordo para a compra de doses da vacina chinesa. "Não há desculpa para os prejuízos que tal atitude pode provocar numa população já tão sofrida"

História sempre igual

História sempre igual: "Brasil, nos teus mares tão bravios/Quebram ondas de petróleo derramado dos navios,/E esses navios com bandeiras do além-mar/Ninguém sabe se estão indo ou se estão vindo para nos modernizar, devagar" , escrevem Zé Rodrix e Miguel Paiva

Lições andinas

Lições andinas: "A direita foi apeada do poder na Argentina, a esquerda volta a governar a Bolívia, e as mobilizações sociais retomam as ruas de Santiago. Mesmo perdendo as eleições no Uruguai, após haver dominado o primeiro turno, a Frente Ampla mantém seu protagonismo", diz o colunista Roberto Amaral. É preciso "acreditar na força revolucionária do povo organizado", afirma

Araújo, o lunático do Itamaraty, se orgulha de transformar Brasil em pária internacional

Araújo, o lunático do Itamaraty, se orgulha de transformar Brasil em pária internacional: “Em mais um discurso delirante e recheado de conceitos embolorados do período da guerra fria, o lunático do Itamaraty atacou, indiretamente, a política exterior dos governos petistas”, escreve Jeferson Miola

Mundo pode depender de fornecimento chinês para aquisição de vacinas

Mundo pode depender de fornecimento chinês para aquisição de vacinas: As agências internacionais que operam o consórcio Covax informam que o mundo pode viver uma forte dependência em relação às vacinas produzidas na China

Lula manda sinais a Ciro: PT e PDT voltam a conversar

Lula manda sinais a Ciro: PT e PDT voltam a conversar: "Ao incluir o PDT na lista de partidos bloqueados pela mídia, Lula quis mandar um sinal público: as duas forças precisam se acertar de alguma forma. E não se trata apenas de 2022... PT e PDT precisarão estar juntos agora em novembro de 2020", avalia o jornalista Rodrigo Vianna sobre a declaração do ex-presidente Lula

Bolsonaro vetou vacina por pressão dos EUA

Bolsonaro vetou vacina por pressão dos EUA: "Foi mais por pressão do governo de Donald Trump, já que, no mesmo dia em que o ministro da Saúde anunciou a vacina chinesa, Bolsonaro se encontrou, em Brasília, com Robert Charles O’Brien, conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos", aponta o jornalista Alex Solnik

Vídeo em que Pazuello é humilhado foi exigência de Bolsonaro para manter ministro no cargo

Vídeo em que Pazuello é humilhado foi exigência de Bolsonaro para manter ministro no cargo: Vídeo da visita que Jair Bolsonaro fez ao ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, foi uma exigência do próprio ex-capitão para que o militar permanecesse à frente da pasta. “É simples assim, um manda e outro, obedece”, diz Pazuello no vídeo

"Eles que se matem", diz Moro sobre Lula e Bolsonaro

"Eles que se matem", diz Moro sobre Lula e Bolsonaro: Responsável pela ascensão da extrema-direita no Brasil, com a eleição de Jair Bolsonaro após a prisão política de Lula, Sérgio Moro afirmou que não é hora de pensar em uma eventual candidatura a presidente da República em 2022. E criticou Jair Bolsonaro, assim como o ex-presidente. "Eles que se matem", disse

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

O negacionismo, o gatopardismo e o transicionismo

O negacionismo, o gatopardismo e o transicionismo (por Boaventura de Sousa Santos) Publicado em: outubro 21, 2020 Boaventura de Sousa Santos (*) A pandemia do novo coronavírus veio pôr em causa muitas das certezas políticas que pareciam ter-se consolidado nos últimos quarenta anos sobretudo no chamado Norte global. As principais certezas eram: o triunfo final do capitalismo sobre o seu grande concorrente histórico, o socialismo soviético; a prioridade dos mercados na regulação da vida não só econômica como social, com a consequente privatização e desregulação da economia e das políticas sociais e a redução do papel do Estado na regulação da vida coletiva; a globalização da economia assente nas vantagens comparativas na produção e distribuição; a brutal flexibilização (precarização) das relações de trabalho como condição para o aumento do emprego e o crescimento da economia. No seu conjunto, estas certezas constituíam a ordem neoliberal. Esta ordem alimentava-se da desordem na vida das pessoas, sobretudo das que chegaram à vida adulta durante estas décadas. Basta recordar que a geração dos jovens que entrou no mercado de trabalho na primeira década de 2000 já conheceu duas crises econômicas, a de 2008 e a atual crise decorrente da pandemia. Mas a pandemia significou muito mais que isso. Mostrou, nomeadamente, que é: o Estado (e não os mercados) que pode proteger a vida dos cidadãos; que a globalização pode pôr em perigo a sobrevivência dos cidadãos se cada país não produzir os bens essenciais; que os trabalhadores com empregos precários são os mais atingidos por não terem qualquer fonte de rendimento ou proteção social quando o emprego termina, uma experiência que o Sul global conhece há muito; que as alternativas social-democratas e socialistas voltaram à imaginação de muitos, não só porque a destruição ecológica causada pela expansão infinita do capitalismo atingiu limites extremos, como porque, afinal, os países que não privatizaram nem descapitalizaram os seus laboratórios parecem ter sido os mais eficazes na produção e mais justos na distribuição de vacinas (Rússia e China). Não admira que os analistas financeiros ao serviço dos que criaram a ordem neoliberal prevejam agora que estamos a entrar numa nova era, a era da desordem. Compreende-se que assim seja uma vez que não sabem imaginar nada fora do catecismo neoliberal. O diagnóstico que fazem é muito lúcido e as preocupações que revelam são reais. Vejamos alguns dos seus traços principais. Os salários dos trabalhadores no Norte global estagnaram nos últimos trinta anos e as desigualdades sociais não cessaram de aumentar. A pandemia veio agravar a situação e é muito provável que dê azo a muita agitação social. Neste período, houve, de fato, uma luta de classes dos ricos contra os pobres, e a resistência dos até agora derrotados pode surgir a qualquer momento. Os impérios em fase final de declínio tendem a escolher figuras caricaturais, sejam elas Boris Johnson na Inglaterra ou Donald Trump nos EUA, que apenas aceleram o fim. A dívida externa de muitos países em resultado da pandemia será impagável e insustentável e os mercados financeiros não parecem ter consciência disso. O mesmo sucederá com o endividamento das famílias, sobretudo de classe média, já que foi este o único recurso que tiveram para manter um certo nível de vida. Alguns países escolheram o caminho fácil do turismo internacional (hotelaria e restauração), uma atividade por excelência presencial que vai sofrer de incerteza permanente. A China acelerou a sua caminhada para voltar a ser a primeira economia do mundo, como foi durante séculos até ao início do século XIX. A segunda onda de globalização capitalista (1980-2020) chegou ao fim e não se sabe o que vem depois. A época da privatização das políticas sociais (nomeadamente, da medicina) com largas perspectivas de lucro parece ter chegado ao fim. Estes diagnósticos, por vezes desassombrados, dão a entender que vamos entrar num período de opções mais decisivas e menos cômodas do que as que vigoraram nas últimas décadas. Antevejo três caminhos principais. Designo o primeiro por negacionismo. Não partilha o caráter dramático da avaliação exposta atrás. Não vê na atual crise nenhuma ameaça ao capitalismo. Pelo contrário, acha que ele se fortaleceu com a crise atual. Afinal, o número dos bilionários não cessou de aumentar durante a pandemia e, aliás, houve setores que viram aumentar os seus lucros em resultado da pandemia (veja-se o caso da Amazon ou das tecnologias de comunicação, zoom, por exemplo). Reconhece-se que a crise social vai agravar-se; para a conter, o Estado apenas tem de reforçar o seu sistema de “lei e ordem”, fortalecer a sua capacidade de reprimir os protestos sociais que já começaram a acontecer, e que certamente irão aumentar, ampliando os corpos de polícia, retreinando o exército para atuar contra “inimigos internos”, intensificando o sistema de vigilância digital, ampliando o sistema prisional. Neste cenário, o neoliberalismo vai continuar a dominar a economia e a sociedade. Admite-se que será um neoliberalismo geneticamente modificado para poder defender-se do vírus chinês. Entenda-se, um neoliberalismo em tempo de intensificada guerra fria com a China e, por isso, combinado com algum tribalismo nacionalista. A segunda opção é a que corresponde mais fielmente aos interesses dos setores que reconhecem serem necessárias reformas para que o sistema possa continuar a funcionar, ou seja, para que a rentabilidade do capital possa continuar a estar garantida. Designo esta opção por gatopardismo, com referência ao romance Il Gattopardo de Giuseppe Tomasi di Lampedusa (1958): é preciso que haja mudanças para que tudo fique na mesma, para que o essencial esteja garantido. Por exemplo, deve ampliar-se o setor público da saúde e reduzir as desigualdades sociais, mas não se pensa em alterar o sistema produtivo ou o sistema financeiro, a exploração dos recursos naturais, a destruição da natureza ou os modelos de consumo. Esta posição reconhece implicitamente que o negacionismo pode vir a dominar e teme que, a prazo, isso leve à inviabilidade do gatopardismo. A legitimidade do gatopardismo está baseada numa convivência que se sedimentou nos últimos quarenta anos entre capitalismo e democracia, uma democracia de baixa intensidade e bem domesticada, para não pôr em causa o modelo econômico e social, mas mesmo assim garantindo alguns direitos humanos que tornam mais difícil a recusa radical do sistema e a insurgência anti-sistémica. Sem a válvula de segurança das reformas, acabará a paz social mínima e, sem ela, a repressão será inevitável. Há, no entanto, uma terceira posição que designo por transicionismo. Por enquanto habita apenas no inconformismo angustiado que aflora em múltiplos lugares: no ativismo ecológico dos jovens urbanos, um pouco por todo o mundo; na indignação e na resistência dos camponeses, povos indígenas e afrodescendentes e povos das florestas e das regiões ribeirinhas perante a invasão impune dos seus territórios e o abandono do Estado em tempos de pandemia; na reivindicação da importância das tarefas de cuidado a cargo das mulheres, ora no anonimato das famílias, ora nas lutas dos movimentos populares, ora à frente de governos e das políticas de saúde de vários países; num novo ativismo rebelde de artistas plásticos, poetas, grupos de teatro, rappers, sobretudo nas periferias das grandes cidades, um conjunto vasto a que podemos dar o nome de artivismo. Esta é a posição que vê na pandemia o sinal de que o modelo civilizacional que domina o mundo desde o século XVI chegou ao fim e que é necessário iniciar uma transição para outro ou outros modelos civilizacionais. O modelo atual assenta na exploração sem limites da natureza e dos seres humanos, na ideia do crescimento econômico infinito, na prioridade do individualismo e da propriedade privada, no secularismo. Este modelo permitiu avanços tecnológicos impressionantes mas concentrou os benefícios em alguns grupos sociais ao mesmo tempo que causou e legitimou a exclusão de outros grupos sociais, aliás majoritários, por via de três modos de dominação principais: exploração dos trabalhadores (capitalismo), racismo legitimador de massacres e pilhagens de raças consideradas inferiores e apropriação dos seus recursos e saberes (colonialismo) e sexismo legitimador da desvalorização do trabalho de cuidado das mulheres e da violência sistêmica contra elas no espaços doméstico e público (patriarcado). A pandemia, ao mesmo tempo que agravou estas desigualdades e discriminações, tornou mais evidente que, se não mudarmos de modelo civilizacional, novas pandemias continuarão a fustigar a humanidade e os danos que elas causarão na vida humana e não humana são imprevisíveis. Como não se pode mudar de modelo civilizacional de um dia para o outro, é necessário começar a desenhar políticas de transição. Daí a designação de transicionismo. Em meu entender, o transicionismo, apesar de ser uma posição por agora minoritária, é a posição que me parece carregar mais futuro e menos desgraça para a vida humana e não humana do planeta. Merece, pois, mais atenção. Partindo dela, podemos antecipar que vamos entrar numa era de transição paradigmática feita de várias transições. As transições ocorrem quando um modo dominante de vida individual e coletiva, criado por determinado sistema econômico, social, político e cultural, começa a revelar crescentes dificuldades em reproduzir-se ao mesmo tempo que, no seu seio, começam a germinar, de modo cada vez menos marginal, sinais e práticas que apontam para outros modos de vida qualitativamente distintos. A ideia da transição é uma ideia intensamente política porque pressupõe a existência alternativa entre dois horizontes possíveis, um distópico e outro utópico. Vista do transicionismo, o não fazer nada, que é próprio do negacionismo, implica, de fato, uma transição, mas uma transição regressiva para um futuro irremediavelmente distóptico, um futuro em que se intensificarão e multiplicarão todos os males ou disfunções do tempo presente, um futuro sem futuro, já que a vida humana se irá tornar invivível, como já o é para muitas pessoas no nosso mundo. Pelo contrário, o transicionismo aponta para um horizonte utópico. E como a utopia por definição nunca se atinge, a transição é potencialmente infinita, mas nem por isso menos urgente. Se não começarmos já, amanhã pode ser demasiado tarde, como nos advertem quer os cientistas das mudanças climáticas e do aquecimento global, quer os camponeses que sofrem os efeitos dramáticos dos eventos climáticos extremos. A característica principal das transições é que nunca se sabe ao certo quando começam e quando terminam. É bem possível que o nosso tempo seja avaliado no futuro de modo diferente daquele que hoje defendemos. Pode mesmo vir a considerar-se que a transição já começou, mas sofre constantes bloqueios. A outra característica das transições é que ela é pouco visível para os que a vivem. Essa relativa invisibilidade é o outro lado da semi-cegueira com que temos de viver o tempo de transição. É um tempo de tentativa e erro, de avanços e recuos, de mudanças persistentes e efêmeras, de modas e obsolescências, de partidas disfarçadas de chegadas e vice-versa. A transição só é plenamente identificável depois de acontecer. O negacionismo, o gatopardismo e o transicionismo vão enfrentar-se nos próximos tempos, e o enfrentamento será provavelmente menos pacífico e democrático do que desejaríamos. Uma coisa é certa, o tempo das grandes transições inscreveu-se na pele do nosso tempo e é bem possível que venha a contradizer o verso de Dante. Escreveu Dante que a seta que se vê vir vem mais devagar (che saetta previsa viene più lenta). Estamos a ver a seta da catástrofe ecológica a vir na nossa direção. Vem tão rápida que por vezes dá a sensação de já se ter cravado em nós. Se for possível removê-la, não será sem dor. (*) Diretor Emérito do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Publicado originalmente no Jornal de Letras, de Portugal.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Resultados nas eleições bolivianas influenciarão toda a América Latina

Resultados nas eleições bolivianas influenciarão toda a América Latina: "Que a lição que nos chega da Bolívia possam servir ao nosso “grande” Brasil… lá a direita se dividiu em três candidaturas e a esquerda se unificou…", escreve o sociólogo Lejeune Mirhan. "Espero que aqui possamos fazer o mesmo, quiçá ainda nestas eleições municipais, que são um ensaio geral para 2022…"

Dilma: que a vitória dos bolivianos inspire os povos do nosso continente

Dilma: que a vitória dos bolivianos inspire os povos do nosso continente: Vítima de um golpe em 2016, a ex-presidente Dilma Rousseff celebrou a vitória do povo boliviano nas urnas, com a vitória de Luis Arce, após o golpe sofrido por Evo Morales

Lula cumprimenta Luis Arce e Evo Morales

Lula cumprimenta Luis Arce e Evo Morales: "Que a Bolívia retorne ao caminho do desenvolvimento com inclusão e soberania", afirmou o ex-presidente Lula, após a vitória de Luis Arce na Bolívia, numa candidatura do Movimento pelo Socialismo (MAS), que tem entre seus integrantes o ex-presidente Evo Morales, afastado por um golpe

Carol Proner: vitória de Luis Arce na Bolívia desmoraliza a OEA

Carol Proner: vitória de Luis Arce na Bolívia desmoraliza a OEA: "Agora veremos os vendilhões golpistas fugindo do país e a OEA de Almagro desmoralizada. Viva Bolívia!", afirmou a jurista Carol Proner após a vitória de Luis Arce (Movimento pelo Socialismo) na Bolívia

Luis Arce assume vitória na Bolívia: 'País voltou à democracia' - CartaCapital

Luis Arce assume vitória na Bolívia: 'País voltou à democracia' - CartaCapital: Pesquisa de boca de urna indica vitória nas eleições presidenciais

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Economistas já discutem Biden presidente

Economistas já discutem Biden presidente

Se as pesquisas estiverem corretas, um grande “se”, o democrata Joe Biden será eleito em 3 de novembro presidente dos EUA. O que isso significa para a economia dos EUA e mundial? Há algumas certezas e muitas dúvidas ainda. A indefinição principal é com a continuidade, e em que medida, da guerra econômica com a China, que tem efeitos em cadeia por toda a economia global. O Brasil precisa atentar aos riscos e se preparar para oportunidades.

Fotos revelam o momento em que a PF retira dinheiro da cueca do senador Chico Rodrigues

Fotos revelam o momento em que a PF retira dinheiro da cueca do senador Chico Rodrigues: Imagens do relatório da Polícia Federal estão em baixa nitidez, mas é possível identificar um policial federal revistando a parte de trás do short do ex-vice-líder do governo Bolsonaro no Senado, além de cédulas de R$ 200 e o dinheiro retirado em seguida

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

PIMENTA: GILMAR MENDES, O STF VAI PROTELAR ATÉ QUANDO PARA GARANTIR A LULA JULGAMENTO JUSTO?

Pimenta: Ministro Gilmar Mendes, o STF vai protelar até quando para garantir a Lula julgamento justo? 14/10/2020 - 16h49 FacebookTwitterWhatsAppEmailPrint Um julgamento inadiável Por Paulo Pimenta* “Justiça atrasada não é justiça;senão injustiça qualificada e manifesta” Rui Barbosa Como sustentar a essa altura, com argumentos jurídicos convincentes, a atitude protelatória do Supremo Tribunal Federal de não pôr em pauta a continuidade da apreciação do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Lula? Aquela que argui a suspeição de Sérgio Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, nos processos movidos pela Lava Jato de Curitiba? Aparentemente, aos olhos dos magistrados, não há nenhuma urgência em apreciar aquele recurso. Pelo menos não antes de ter assegurados nas mãos da plutocracia os controles sobre seus desdobramentos para a disputa política dos destinos do País. Comporta-se, o STF, como expressão maior do poder conservador dos interesses econômicos e políticos do topo da pirâmide social. Acompanhada de perto pelas forças armadas – sempre solícitas em oferecer suporte e assessoria – a Suprema Corte opera como um poder tutelar sobre os demais Poderes da República. “O que pedimos e reiteramos é que o julgado do mérito seja concluído o mais breve possível. Até porque, nesse caso, incidem preferências legais e regimentais. Legais, por exemplo, trata-se de um habeas corpus de uma pessoa maior de 70 anos. Regimental porque quando tem um habeas corpus com julgamento já iniciado, ele tem preferência com relação aos demais. O nosso pedido é para que o mérito desse processo seja julgado o mais breve possível”, declara o advogado Cristiano Zanin Martins, que lidera a defesa de Lula. Suas excelências, no entanto, optam por promover – por ação ou omissão – todos os subterfúgios protelatórios para que amadureçam as condições adequadas e, na prática, interditar o restabelecimento dos direitos políticos da principal liderança popular do País, sem considerar o estrago, o efeito desmoralizante para democracia brasileira. Estão mais ocupados em salvar as aparências nessa cuidadosa aplicação da justiça de classe. Aparentemente, aos olhos do Judiciário brasileiro, o ideal é que o ex-presidente Lula recupere os direitos políticos quando já não puder exercê-los em toda a sua plenitude… Como vemos, a atitude do STF contrasta com aquela do TRF-4, quando os desembargadores atropelaram a ordem de apreciação dos processos – leia-se furaram a fila – quebraram o recorde mundial de velocidade, deram conta de ler em curto espaço de tempo as 230 mil páginas dos autos para proferir em uníssono a condenação em segunda instância do acusado e, assim, impedi-lo de concorrer às eleições presidenciais de 2018. A lentidão do STF hoje, porém, exibe o objetivo comum com o julgamento do TRF- 4, em 24 janeiro de 2018: tentar retirar qualquer protagonismo político de Lula. VIOMUNDO SOB AMEAÇA, não deixe que calem nossas vozes - clique aqui Não é demais lembrar. À época, o desembargador Paulsen, do TRF -4, foi designado revisor do voto do relator João Pedro Gebran Neto – voto este que foi concluído em menos de dois meses após a apresentação do recurso. Um recorde: foi a tramitação mais célere de todos os processos da Lava Jato de Curitiba já analisados. Naquela ocasião, o advogado Cristiano Zanin Martins afirmou: “Pelo levantamento que fizemos, foi uma tramitação recorde. O que está em discussão é a isonomia de tratamento dada a Lula. Ele deveria ser tratado como todos os outros réus”. Criou-se, como sabem até as pedras dos caminhos, um código de exceção para conduzir os processos contra o Lula: “Nós mostramos, por exemplo, que Moro agiu de forma arbitrária e ilícita ao interceptar os nossos ramais telefônicos (do escritório de advocacia) para ouvir em tempo real as nossas conversas e se antecipar às estratégias de defesa.” (Zanin) “Nós provamos que Moro realizou uma condução coercitiva ilegal contra Lula. Ele sabe que não havia amparo legal porque Lula nunca havia se recusado a depor”. (Zanin) “Nós mostramos que as acusações e os processos da Lava Jato de Curitiba são frutos de uma cooperação ilegal com autoridades norte-americanas. Antes mesmo da Vaza-Jato, nós apresentamos um vídeo em que o próprio procurador norte-americano admite que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ajudou a construir o caso do presidente Lula e ajudou a Lava Jato na condução do processo”. (Zanin) “Lula só foi condenado pela Lava Jato de Curitiba. Uma sentença de Moro e outra da juíza Gabriela Hardt, que nós provamos por perícia que foi copiada de uma sentença de Moro. Quando ele foi julgado fora da Lava Jato de Curitiba, até hoje ele foi absolvido.” (Zanin). O tempo e a história se encarregaram de expor a miséria moral e jurídica desses processos. Hoje, depois de sucessivas vitórias obtidas em virtude da falência dos argumentos de mérito e dos procedimentos arbitrários que levaram à sua condenação, Lula diz serenamente: “No frigir dos ovos, sei que seremos julgados pela História”. Nesse momento Sérgio Moro, depois de ter traído o presidente que contribuiu para eleger, escapa da cena política para usufruir os benefícios pelos serviços prestados ao deep state e incluir-se no leque de opções futuras da extrema direita. A campanha lançada pelo Comitê “Lula Livre”, na última semana, reivindicando o julgamento da suspeição de Moro, manifesta o inconformismo dos setores democráticos da sociedade brasileira diante da silêncio do tribunal, mas pode também ser entendida com uma contribuição para refrescar a memória do ministro Gilmar Mendes, presidente da 2ªTurma do STF, responsável por julgar o habeas corpus. Diante das revelações do The Intercept Brazil, Gilmar Mendes reagiu: “Devemos um julgamento decente a este homem”. A democracia brasileira exige o resgate dessa dívida. *Paulo Pimenta é deputado federal (PT-RS)

terça-feira, 13 de outubro de 2020

O PT APARELHOU O FMI

O PT aparelhou o FMI Por Marcelo Zero 13 de outubro de 2020, 22:43 O marxismo cultural, essa ideologia nefasta idealizada por Gramsci, Marcuse, Adorno e outras mentes perversas, dá, cada vez mais, mostras de sua solerte capacidade de dominar outrora respeitáveis instituições multilaterais. Com efeito, o atual plano diabólico dos comunistas de dominar o mundo pela conquista da superestrutura, plasmado no globalismo que enfraquece o Estado-Nação e destrói os valores cristãos, únicos valores legítimos da Humanidade, avança cruel e triunfantemente, tal qual um Átila Vermelho, um Gengis Khan leninista. Prova cabal disso é o último relatório do FMI sobre as perspectivas da economia mundial, o World Economic Outlook de 2020, recentemente divulgado. Certamente concebido em algum porão globalista, sob os efeitos dos miasmas que emanam dos subterrâneos da Pennsylvania Avenue, em Washington, o relatório destila subliminarmente ideias e propostas incompatíveis com as leis naturais que regem a economia e com os valores liberais que fundamentam a civilização ocidental. Em seu Sumário Executivo, pode-se ler a seguinte arrepiante passagem: Os governos devem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para combater a crise de saúde e mitigar a profunda recessão, ao mesmo tempo em que devem se preparar para ajustar sua estratégia política, à medida que a pandemia e seu impacto na atividade evoluam. No caso em que as regras fiscais puderem restringir a ação governamental, sua suspensão temporária deveria ser efetuada....... Prorrogar os vencimentos da dívida pública e manter taxas de juros baixas, na medida do possível, ajudaria a reduzir o serviço da dívida e liberaria recursos para serem redirecionados aos esforços de mitigação da crise. Embora a adoção de novas medidas de incremento de receita durante a crise seja difícil, os governos precisam considerar o aumento de impostos progressivos sobre os indivíduos mais ricos e aqueles relativamente menos afetados pela crise (incluindo o aumento de alíquotas de impostos sobre faixas de renda mais altas, grandes fortunas, ganhos de capital, e patrimônio), bem como mudanças na tributação que garantam que as empresas paguem impostos proporcionais à lucratividade. Os países também devem cooperar na concepção de tributação internacional das empresas para responder aos desafios da economia digital. Como se vê, trata-se de ataque frontal aos eternos princípios da economia liberal e aos sagrados direitos do capital, que intenta restituir o Estado intervencionista como pseudo demiurgo da prosperidade. Sem dúvida alguma, é uma peça elaborada por criptocomunistas que seguem os deletérios ensinamentos daquele Lorde inglês, que intentou controlar e conduzir, com objetivos populistas, a infalível mão de Adam Smith. Contudo, investigação mais aprofundada revela a origem específica do novo relatório do FMI. Há pouco tempo, o PT, partido comprometido, assim como Marx, com o satanismo, como bem nos ensina Daniel Chagas Torres em “A Cristofobia no Século XXI”, lançou seu “Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil”, o qual propõe os mesmos anátemas veiculados agora pelo FMI. Coincidência? Claro que não. A clara influência do plano do PT no relatório do FMI demonstra que o comunismo petista apoderou-se da burocracia globalista encastelada no FMI, conforme fica evidenciado na figura abaixo. Não temos provas, mas, assim como Deltan e Moro, modernos cavaleiros Templários, temos convicção divina. E alguma imaginação. Não se enganem, a civilização ocidental corre risco de ser tragada de vez pelo Maelstrom do marxismo cultural. A verdadeira e mortal pandemia é a do “comunavírus”; não a do Covid. Esta última ceifa apenas corpos velhos e aposentados, inúteis para a reprodução do capital. Já a primeira destrói jovens almas cristãs, indispensáveis à defesa da única civilização possível. Agrava muito esse risco o fato de que Trump, o novo Messias, como bem o define Ernesto Araújo, chanceler impoluto e soberano, incontaminado pelo Iluminismo, deverá perder o posto que lhe cabe por direito natural. A conspiração globalista vem tendo êxito na promoção da candidatura de Joe Biden, escrava da agenda do marxismo cultural e dos interesses de Beijing, de Moscou, de Wellington e do ambientalismo vermelho. Assim sendo, parece que a nova batalha dos Campos Cataláunicos, que anteporá o Átila Vermelho à Cristandade Ocidental, deverá ocorrer em 2022, em terras brasileiras, quando o fogo sagrado do liberalismo viril e cristão combaterá as florestas gayzistas da solidariedade e da igualdade Antes disso, porém, o Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil do PT, com seus tentáculos globalizantes, terá de entrar no Index Librorum Prohibitorum. Chega de luz, razão e fatos. Queremos as brumas da Terra plana e as fake newsdas redes unidimensionais. Viva la Muerte!

Surge nova prova de plágio de indicado ao STF

Surge nova prova de plágio de indicado ao STF

Complô de Temer e militares contra Dilma é uma bomba

Complô de Temer e militares contra Dilma é uma bomba

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Eduardo Bolsonaro surta com favoritismo de Manuela D’Ávila

Eduardo Bolsonaro surta com favoritismo de Manuela D’Ávila

'Enfrentamos hoje a volta de um estado de fome epidêmica no Brasil', diz historiadora

247 - A historiadora Adriana Salay denunciou que o Brasil está enfrentando a volta de um estado de fome epidêmica, à Folha de S. Paulo. Segundo ela, essa situação só se resolve com a mobilização da sociedade civil. “Se esse Estado que está hoje colocado não entende que essa população precisa sair da situação de fome, temos que fazer uma mobilização da sociedade civil e criar esse enfrentamento com o Estado”, afirma. Ela e o marido, Rodrigo Oliveira, chef do restaurante Mocotó, criaram o projeto Quebrada Alimentada, que distribui 200 marmitas por dia e 220 cestas básicas por mês desde o início da pandemia do novo coronavírus. Em entrevista ao jornal paulista, Salay falou sobre o livro “Geografia da Fome”, estudioso brasileiro e ex-presidente do Conselho Executivo da FAO (órgão de agricultura e alimentação da ONU). Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 37% das famílias viviam em insegurança alimentar em 2018. Essa porcentagem era de 23% em 2013. O Relatório Global de Crises Alimentares, do Programa Mundial de Alimentação (PMA), da ONU, que ganhou o Nobel da Paz, apontou que a pandemia pode fazer o número de pessoas em insegurança alimentar duplicar no mundo.

domingo, 11 de outubro de 2020

Bolsonaro imita Trump e dá calote na Organização Mundial de Saúde

https://www.brasil247.com/brasil/brasil-esta-dois-anos-atrasado-no-pagamento-a-oms-e-pode-perder-voto-na-entidade?amp=&utm_source=onesignal&utm_medium=notification&utm_campaign=push-notification 247 - O governo dos Estados Unidos, chefiado por Donald Trump, decidiu parar de contribuir com a Organização Mundial de Saúde (OMS) como forma de chantagear a organização. O Brasil, de Jair Bolsonaro, submisso a Trump, este ano também está tendo problemas para pagar sua parte à OMS.

domingo, 4 de outubro de 2020

sábado, 3 de outubro de 2020

Mercadante: a única saída é cobrar impostos dos mais ricos

Mercadante: a única saída é cobrar impostos dos mais ricos: O ex-ministro Aloizio Mercadante comentou na TV 247 a indecisão do governo Bolsonaro sobre o modelo de financiamento do Renda Cidadã, programa social que pretende substituir o Bolsa Família. Para Mercadante, tem que tributar lucros e dividendos, juros sobre capital próprio, grandes fortunas e grandes heranças. “Tem que ter progressividade no imposto de renda”, disse. Assista

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Moro pode assumir secretaria de Justiça do governo Doria, em São Paulo

Moro pode assumir secretaria de Justiça do governo Doria, em São Paulo: Atual secretário, Paulo Dimas, deixa o cargo nesta sexta-feira

Donald e Melania Trump testam positivo para Covid-19

Donald e Melania Trump testam positivo para Covid-19: Trump escreveu na madrugada desta sexta-feira em seu Twitter que havia testado positivo para Covid-19. Na véspera ele tinha anunciado que ficaria de quarentena após uma de suas principais assessoras, Hope Hicks, testar positivo para o coronavírus