O Partido dos Trabalhadores emitiu uma nota na tarde desta quarta-feira (15) criticando a postura do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) diante da atuação dos médicos cubanos no Programa Mais Médicos, o que levou o país caribenho a anunciar, na quarta (14), o rompimento do acordo com o governo brasileiro. A decisão levará à saída dos atuais 8.332 médicos cubanos em atuação no País, de um total de 18.240 vagas do programa, segundo números do Ministério da Saúde.
Apontado como o melhor chanceler do mundo pela revista Foreign Policy, no tempo em que o Brasil era respeitado e admirado, o embaixador Celso Amorim criticou nesta quinta-feira, 15, a indicação do diplomata Ernesto Araújo para chefiar o Ministério de Relações Exteriores do governo de Jair Bolsonaro; "Eu li um pouco sobre o Ministro nomeado e ele nega a importância das normas internacionais. Estamos voltando à Idade Média", critica Amorim; "O debate se torna impossível, é como ver um filme surrealista com conotações de pesadelo"
Primeiros 196 médicos cubanos deixam o Brasil Depois de três anos de trabalho no Brasil, um grupo de 196 médicos retornou nesta quinta-feira a Cuba, após o anúncio de Havana de sair do programa Mais Médicos devido a críticas do presidente eleito Jair Bolsonaro; segundo a Agência Cubana de Notícias (ACN), os médicos chegaram "felizes por terem cumprido sua missão", mas também "preocupados com a sorte do povo brasileiro com o novo presidente eleito"
Seguindo mais um dia de derrocada do petróleo, as ações da Petrobrás (PETR3 -4,61%; PETR4 -4,3%) desabaram nesta terça-feira (13); com a nova queda, os papéis ordinários da estatal acumulam queda de 14,59% desde a máxima de R$ 31,26 atingida pós-eleições; já os papéis preferenciais, que bateram em R$ 28,74 naquele dia, registram perdas de 15,66% desde então; desde a máxima do dia 29 de outubro, a Petrobrás já perdeu R$ 59,147 bilhões de valor de ações na Bovespa
A reveladora entrevista à Folha do general Eduardo Villas Bôas traz conclusões de que muitos já adivinhavam mas que são surpreendentes quando afinal vêm à tona em toda a sua realidade. Surpreende a falta de continência (com trocadilho) com que o representante maior das Forças Armadas assume sem pudores o gesto de intervenção militar nas decisões da Justiça.
Deputado federal eleito pelo Psol, Marcelo Freixo fez uma avaliação do processo eleitoral, com duras críticas a Ciro Gomes, do PDT. "Ele sai muito chamuscado pela incapacidade de pensar no país. Olhou apenas para a sua trajetória futura. Enfrentar a hegemonia do PT, como ele quer, não significa deixar o partido de fora de uma resistência ao fascismo do Bolsonaro. Não tem cabimento, o PT elegeu mais deputados que o PSL. Imaginar que o Ciro vai fazer uma oposição com a Marina sem o PT não dialoga com o mundo real", diz ele
Bolsonaro joga a toalha: reforma da Previdência não sai este ano Depois de detonar com a reforma da Previdência articulada por seus assessores, em transmissão pelo Facebook na última sexta, Jair Bolsonaro reconheceu nesta segunda-feira que dificilmente haverá votação sobre o assunto este ano no Congresso Nacional; o futuro superministro da Economia, Paulo Guedes, tem dito que a reforma da Previdência Social é crucial para o sucesso do governo Bolsonaro
A Pedagogia do Oprimido é o terceiro texto mais mais citado nas ciências sociais e humanas, segundo levantamento de Elliot Green, da Escola de Economia de Londres. Pela sua importância, a obra escrita durante o exílio, no Chile, há 50 anos, é considerada pela Unesco como patrimônio da humanidade.
A obra e seu autor, o educador brasileiro Paulo Freire, são reconhecidos no mundo inteiro, sendo ainda referências e objeto de estudo em diversas universidades.
No Brasil, porém, Freire tem sido execrado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e seus seguidores. Tanto que em seu programa de governo ele se compromete a “expurgar a pedagogia de Paulo Freire”.
Mal sabe ele que escolas e universidades de diversos países se inspiram nas ideias do educador. Inclusive os Estados Unidos, tão reverenciado por Bolsonaro, que chega ao ponto de bater continência diante da bandeira norte-americana.
Presidido nacionalmente pela senadora Gleisi Hoffmann (PR), o PT emitiu uma nota de repúdio à declaração do chefe das Forças Armadas, o general Eduardo Villas Bôas, que disse ter agido "no limite" ao manifestar "preocupação com a impunidade" na véspera do julgamento de um habeas corpus de Lula pelo STF; segundo o partido, o militar confirmou que a prisão do ex-presidente "foi uma operação política"; "O PT conclama as forças democráticas do país a repudiar e denunciar a usurpação confessada pelo general Villas Bôas e a defender a democracia contra as ameaças de Bolsonaro. Não há limites para a tirania depois que ela se instala"
"Ao aceitar o cargo de ministro da Justiça de Bolsonaro, Moro conseguiu destruir a Operação Lava Jato", constata o jornalista Mario Vitor Santos, ex-ombudsman Folha de S. Paulo, dirigente da Casa do Saber; em entrevista à TV 247, ele também critica o papel da imprensa hegemônica e sua contribuição na formação do "fenômeno Bolsonaro"; "Os meios de comunicação não só buscaram enfraquecer as gestões do PT, mas também solaparam a democracia brasileira", condena; assista
Conselho Nacional de Justiça instaurou nesta sexta-feira, 9, pedido de providências para que o juiz Sérgio Moro preste esclarecimentos sobre suposta atividade político-partidária ao aceitar convite para ser ministro da Justiça de governo eleito de Jair Bolsonaro (PSL); o corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins unificou várias representações contra Moro, entre elas realizadas por deputados e senadores do PT e concedeu prazo de 15 dias para que o juiz preste explicações; juiz que o ex-presidente Lula, que venceria as eleições no primeiro turno, é acusado de parcialidade ao liberar, em plena campanha eleitoral, trechos da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci
Paulo Guedes tem fama de briguento e experiência zero em gestão Mesmo no mercado financeiro, o berço de Paulo Guedes, sua elevação ao posto de comandante do Superministério da Economia é vista como uma jogada de altíssimo risco e baixa chance de êxito; entre seus colegas, Guedes tem fama de arrogante e briguento, o que torna complicada a missão de quem terá que negociar com uma multiplicidade quase infinita de atores com interesses no mais das vezes divergentes; no Congresso, Paulo Guedes foi questionado por senadores se gostaria de incluir alguma ação na peça orçamentária de 2019 e reagiu com um misto de arrogância e ignorância; "Façam o orçamento de vocês que eu faço o meu"
A União Europeia mandou nesta sexta-feira (9) um recado claro ao presidente eleito Jair Bolsonaro; bloco não aceitará reabrir as negociações para a criação de um acordo comercial entre Mercosul e UE para atender a eventuais novas exigências do governo brasileiro; "Vimos as eleições no Brasil e o que foi dito durante as eleições, que nos indica que o Brasil quer renegociar e reabrir o que já se conseguiu. Desde o meu ponto de vista, não vamos ceder em nada para que se rebaixe os padrões da Europa, tanto na agricultura como nos produtos industriais", disse a presidente do Conselho da União Europeia, a ministra austríaca de Economia, Margarete Schramböck
Depois de anunciar a extinção do Ministério do Trabalho, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) prepara ataque à aposentadoria dos servidores públicos; ele avalia fazer uma série de alterações no INSS e no regime de previdência dos servidores por meio de projetos não precisem modificar a Constituição; a proposta defendida acaba, entre outras coisas, com a aposentadoria integral, reduz para 50% o valor da pensão que hoje é integral, obriga entes públicos a cobrirem o déficit dos regimes próprios de previdência e cria uma contribuição extra para os servidores, com alíquota variável, de acordo com o rombo dos planos de previdência
Líder do MTST e ex-presidenciável do PSOL visitou o ex-presidente Lula nesta quinta-feira (8) em Curitiba, junto com o deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara; Boulos disse que recebeu de Lula, preso há sete meses, estímulo para resistir, "mesmo com estas nuvens tão sombrias" e trouxe um recado do ex-presidente: "A mensagem que Lula passou é que ele não vai abrir mão. Mesmo estando lá, injustiçado, ele tem consciência da importância histórica da resistência", afirmou; "Eles vão passar. Tivemos outros momentos tão duros na nossa história e passaram. Mas passaram porque teve gente que resistiu. Vamos construir a retomada democrática", disse Boulos
Depois de colocar em risco o comércio exterior brasileiro, ao atacar a China, os países árabes e o Mercosul, Jair Bolsonaro volta a ameaçar a economia nacional: apontou suas baterias na manhã desta quinta no tweet contra o BNDES, um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo e, hoje, o principal instrumento do governo federal para o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira; sua equipe estuda acabar com o banco, fundado em 1952
Do Moro a Moroflex: do juiz implacável ao ministro do possível - Portal Vermelho: É quase irrelevante, beirando o bizantino, o debate que mobilizou a parcela oposicionista do Brasil após o juiz Sérgio Moro aceitar o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro: com a ida ao novo governo, o algoz do ex-presidente Lula contradisse sua promessa pretérita de não entrar na política?
Com 41 votos favoráveis, 16 contrários e 1 abstenção, o Senado aprovou na noite desta quarta-feira, 7, reajuste de 16,38% no salários dos ministros do STF e do procurador-geral da República; medida contraria o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que mais cedo havia declarado que "não era o momento" de aumentar salários do Judiciário; com o reajuste, ministros do STF, que recebem R$ 33,7 mil, passarão a ganhar R$ 39,2 mil; impacto nas contas pode chegar a R$ 6 bilhões por ano graças ao chamado "efeito-cascata"
A trágica política externa de Bolsonaro - Portal Vermelho: A política externa pode ser considerada o coração da soberania de um país. No Brasil, esse tema tem sido tratado com extremo interesse especialmente desde que José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, firmou as bases para um entendimento mais profundo sobre a importância das relações internacionais.
Juíza Valdete Souto Severo expressa preocupação com ambiente de tolhimento da liberdade de expressão | Foto: Guilherme Santos/Sul21
Luís Eduardo Gomes
É exagerado temer que o Brasil passe por um período de restrições à liberdade de expressão e manifestação ou até mesmo de retorno da censura oficial? Para a Associação Juízes para a Democracia (AJD) e Associação Latinoamericana de Juízes do Trabalho (AJLT), não. Eles consideram o temor bastante real, embasados no crescimento de procedimentos disciplinares abertos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra magistrados que, de alguma forma, têm se posicionado politicamente, uma garantia constitucional de todo o cidadão brasileiro, da área jurídica ou não.
Representante das entidades, a juíza do Trabalho Valdete Souto Severo explica em entrevista ao Sul21 que, já há alguns anos, cresce o cerceamento à liberdade de manifestação de juízes, o que se viu aprofundado no último período eleitoral. “É um tanto assustador porque é uma fiscalização que nunca se teve desde a abertura democrática e é importante que se diga isso porque, em outras eleições, muitos juízes abriram voto, inclusive. Isso nunca foi o problema, essa possibilidade de exercer cidadania neste nível”, diz.
Valdete, que é professora e diretora da Fundação Escola de Magistratura do Estado do Rio Grande do Sul (Femargs), argumenta que esse cerceamento não se restringe ao poder judiciário, mas é sintoma de um crescente autoritarismo na sociedade brasileira, do qual as principais vítimas, em sua avaliação, serão professores e movimentos sociais.
“Essa questão de pedir que se denuncie professores, isso tem que ser amplamente divulgado e coibido, porque é um patrulhamento que não se justifica. E eu digo isso porque, professores e professoras acuados, a gente já viveu isso na ditadura militar, sem liberdade de cátedra”, destaca.
Por fim, a juíza ainda comenta o que esperar do próximo governo para a sua área, o Direito Trabalhista. “Qualquer tipo de proposta de carteira verde e amarela, se eu pudesse traduzir daquilo que foi dito pelo Paulo Guedes, é que não haveria mais direitos trabalhistas, que seria mais ou menos como se o trabalhador dissesse ‘eu não quero a CLT para mim'”.
A equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro estuda extinguir o Ministério do Trabalho; a medida radicalizaria a reforma trabalhista do governo Temer; entre outras responsabilidades, o Ministério é responsável pelo combate ao trabalho escravo no país; o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, classificou a proposta como "nefasta"
O ministro do STF Luiz Edson Fachin encaminhou um despacho à 2ª Turma da Corte pedindo "desde já" a análise do recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que solicita a anulação do processo do tríplex do Guarujá, além da sua liberdade, sob a alegação da suspeição do juiz Sérgio Moro após este aceitar o convite para ser o ministro da Justiça do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL); segundo a defesa, Moro atuou contra Lula "com repercussão no processo eleitoral de 2018 enquanto, ulterior ou contemporaneamente" e que ele 'mantinha contato com a alta cúpula da campanha do presidente eleito - que, por seu turno, manifestou desejo de que o Paciente venha a 'apodrecer na cadeia'
Júlia Lenzi Silva, doutoranda em Direito do Trabalho e Seguridade Social pela USP, adverte que proposta de Paulo Guedes para a Previdência Social "representa uma quebra completa do pacto democrático que foi inscrito na nossa Constituição e um retrocesso sem precedentes dos direitos sociais da classe trabalhadora"; as ideias do futuro superministro da Economia no tema previdenciário são ainda piores que as do governo Temer
A defesa do ex-presidente Lula levará ao STF (Supremo Tribunal Federal) um novo pedido de suspeição do juiz Sergio Moro, nomeado ministro do governo Bolsonaro; auxiliares de Lula entendem que o novo pedido de suspeição vai obrigar a corte a se posicionar sobre a atuação do juiz; pessoas próximas a Lula que conhecem de perto os processos dizem que, "diante de toda a trama", o STF terá que decidir se a atuação de Moro "não causou qualquer prejuízo à estética da imparcialidade tão cara à Justiça"
Com um ideário furtado ao Ku Klux Klan, o bolsonarismo se afirma enquanto a Constituição jaz no fundo do lixo e a justiça tira a venda com as próprias mãos
by Mino Carta — published 05/11/2018 00h10, last modified 01/11/2018 15h25
Regimes de ultradireita infelicitaram povos diversos. Para citar os mais notórios dos últimos cem anos vale citar fascismo, estalinismo, nazismo, ditadura chinesa no período mais feroz. Mas de ultradireita foram também as ditaduras sul-americanas, inclusive a nossa de 21 anos, erguida à sombra da típica hipocrisia verde-amarela, a manter aberto um Parlamento constantemente sob ameaça e um Judiciário de paus-mandados.
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