domingo, 11 de janeiro de 2026

Todo apoio a Delcy Rodríguez e ao Itamaraty na crise venezuelana

Todo apoio a Delcy Rodríguez e ao Itamaraty na crise venezuelana A solidariedade com a presidenta interina da Venezuela e a ação do governo Lula refletem posições de princípios e correspondem aos interesses nacionais 11 de janeiro de 2026, 05:11 h 74 Partilhas whatsapp-white sharing button 9twitter-white sharing button 7facebook-white sharing button 44email-white sharing button 1copy-white sharing button Diante do ataque mais flagrante e perigoso à ordem internacional na América Latina nas últimas décadas, promovido pelos Estados Unidos ao perpetrar uma ação militar contra a Venezuela e sequestrar o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cília Flores, a resposta da liderança venezuelana e a postura do Brasil destacam-se no cenário internacional contemporâneo como demonstrações de lucidez, defesa de valores e salvaguarda da norma fundamental do Direito Internacional: a soberania nacional. A presidenta interina Delcy Rodríguez enfrenta a tarefa ciclópica de assegurar a estabilidade de uma nação sob agressão direta e, ao mesmo tempo, encarna, em suas primeiras medidas à frente da República Bolivariana, a resistência de um povo forjado na luta anti-imperialista. Seu alerta à comunidade internacional soou como um chamado à consciência global diante da persistência de práticas coloniais. No plano interno, a busca pela unidade nacional, pela paz e pela estabilidade assume caráter preventivo, com o objetivo de conter o caos almejado por forças regressivas que tentam justificar novas escaladas. No campo diplomático, sua estratégia revela eficácia ao mobilizar o apoio de países solidários e comprometidos com o Direito Internacional, ao mesmo tempo em que responde de forma pragmática ao aceno de cooperação dos Estados Unidos. Os gestos de Delcy Rodríguez em direção a esse país imperialista e agressor não representam fraqueza, capitulação ou traição, mas expressão de força soberana, baseada na compreensão de que a normalização das relações e a cooperação só são admissíveis dentro do marco inegociável da autodeterminação do povo venezuelano. Trata-se da postura de quem defende sua nação sem se fechar ao mundo, oferecendo diálogo onde antes houve apenas bombas e ilegalidade. Nesse contexto de turbulência, a atuação do presidente Lula, com a assessoria especial de Celso Amorim, e do Itamaraty, sob a condução experiente do chanceler Mauro Vieira, revela-se essencialmente justa por estar ancorada em uma estratégia fiel aos princípios do Direito Internacional e à defesa intransigente da soberania brasileira e latino-americana. O Brasil reassume, com a autoridade moral e política de quem jamais se envolveu em aventuras neocoloniais, seu papel histórico de pacificador e integrador regional. A condenação firme de Lula ao ataque estadunidense reafirma uma concepção de política externa que tem na não intervenção e no respeito à soberania seus pilares centrais. Os telefonemas à presidenta Delcy Rodríguez ultrapassam a mera formalidade diplomática e expressam a reafirmação do vínculo entre duas nações irmãs, transmitindo uma mensagem inequívoca de que o Brasil não abandonará a Venezuela em seu momento mais difícil. No plano estritamente diplomático, a sintonia entre o chanceler Mauro Vieira e seu homólogo Yván Gil tem permitido a construção de pontes concretas de cooperação, das quais o anúncio de assistência brasileira na área da saúde é, até o momento, o exemplo mais palpável e humanitário. A atuação brasileira avançou ainda mais com a convocação emergencial da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) e com as conversações telefônicas sobre a crise venezuelana mantidas com outros chefes de Estado e de governo, entre eles a presidenta mexicana Claudia Sheinbaum, o presidente colombiano Gustavo Petro, o primeiro-ministro canadense Mark Carney e o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez. Essa posição política do presidente Lula também encontrou eco no Conselho de Segurança das Nações Unidas, por meio do pronunciamento do embaixador Sérgio Danese, que somou a respeitada e coerente voz do Brasil à de outras nações em defesa do multilateralismo, da solução política dos conflitos e da paz. Nesse quadro, impõe-se como um dever político e ético que todas as forças genuinamente democráticas, patrióticas, progressistas e comprometidas com a paz apoiem a liderança da presidenta Delcy Rodríguez e a ação diplomática do Itamaraty. Qualquer hesitação nesse campo não constitui neutralidade, mas cumplicidade com a ilegalidade e o crime internacional. Da mesma forma, críticas vazias, mal-intencionadas ou ataques diretos representam um desserviço à estabilidade do continente. Apoiar Delcy Rodríguez e o Itamaraty significa também defender os interesses nacionais brasileiros. O Brasil só alcançará seus objetivos estratégicos em um ambiente geopolítico sul-americano pacífico, integrado e cooperativo. Um país vizinho violentado, desestabilizado e submetido ao jugo de potências estrangeiras representa ameaça direta à nossa segurança e ao projeto de desenvolvimento soberano. Os ataques cínicos dirigidos ao Itamaraty, a Lula e à liderança venezuelana, oriundos em geral dos mesmos setores que aplaudiram golpes e intervenções ao longo da história, configuram verdadeira traição às causas da paz, da estabilidade e da cooperação regional. Mesmo que conscientemente ou não, esses discursos servem ao projeto hegemônico que pretende transformar novamente a região em quintal. Reafirmamos, com máxima ênfase, nossa condenação severa à violação brutal da soberania venezuelana e do Direito Internacional cometida pelos Estados Unidos, expressão de uma estratégia de dominação dessa superpotência imperialista. O caminho trilhado, na atual conjuntura, por Delcy Rodríguez, Lula e o Itamaraty é o único viável. Defender a Venezuela hoje é defender, amanhã, o direito do Brasil e de todos os povos à existência digna como nações livres, soberanas e donas de seus próprios destinos. A firmeza de Caracas e a lucidez de Brasília, ambas sustentadas por uma leitura realista do quadro político, representam duas faces da mesma moeda: a esperança de um Sul Global finalmente soberano. Redação Brasil 247 avatar Conteúdo postado por: Redação Brasil 247

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