quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

SEM ANISTIA

SEM ANISTIA Movimentos marcam jornada de manifestações em março contra anistia, genocídio palestino e por justiça para Marielle Franco Coordenador nacional da Frente Brasil Popular defende a importância dos atos agendados para os dias 8 e 23 de março Redação Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 29 de fevereiro de 2024 às 19:40 Após ataques bolsonaristas extremistas na capital federal, ato reuniu milhares de pessoas em defesa da democracia no ano passado em São Paulo - Gabriela Moncau Depois do ato convocado por Jair Bolsonaro que reuniu aliados políticos e apoiadores na Avenida Paulista, no último domingo (25), o mês de março tem datas marcadas para a mobilização dos movimentos populares de esquerda como resposta. Atos para cobrar punição dos envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro devem acontecer no 23 de março, dias antes do aniversário do golpe militar de 1964. CONTINUA APÓS PUBLICIDADE O calendário inclui, para além da afirmação da democracia e justiça, a comemoração ao dia da mulher e a defesa do povo palestino, que sofre com o genocídio promovido por Israel na Faixa de Gaza. Raimundo Bonfim é coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP) e membro da coordenação nacional da Frente Brasil Popular, uma das organizações que convocam as manifestações. Ao Brasil de Fato, ele declara que será um dia para reafirmar que não há mais espaço para qualquer ditadura no país. "Infelizmente, nesses 60 anos de golpe militar, o que nós estamos assistindo é que diversas forças políticas, lideradas pelo ex-presidente da República [Jair Bolsonaro], flertam novamente com o golpe", lamenta Bonfim. "Vamos lembrar aqui a tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023 [...] e também fazendo a defesa da democracia." Para realizar essa defesa, Bonfim considera essencial reforçar a memória sobre o horror de 1964 e da ditadura que "torturou, prendeu centenas de pessoas e militantes, acabou com a liberdade de expressão". Bolsonaro, que é investigado por tentativa de golpe, pediu no ato do último domingo anistia aos condenados e processados pelos ataques contra as sedes dos Três Poderes em Brasília, em 8 de janeiro do ano passado. Raimundo Bonfim argumenta que não podemos fazer como em 1979, quando a Lei da Anistia permitiu o perdão para todos aqueles que cometeram crimes políticos no período militar. "Houve — até compreensível naquele momento — um processo de anistia ampla e irrestrita na qual também os militares, aqueles assassinos, aqueles que torturaram, [que] mataram muita gente no nosso país, foram anistiados", recorda. "A gente não pode permitir a possibilidade de novamente ter uma anistia para aqueles que cometeram crimes não só contra a democracia, mas também cometeram os crimes como foi no caso da pandemia, [em] que o ex-presidente da República é responsável por quase a metade daquelas 700 mil mortes no nosso país", afirma o coordenador da CMP. "A defesa da democracia deve ser feita nas redes, mas deve ser feita também nas ruas. É por isso que nós estamos iniciando a construção dessa grande jornada de mobilização no mês de março", segue ele. Os primeiros atos da jornada já serão no próximo dia 8 de março, celebrando o dia da mulher. A ideia é também realizar manifestações para recordar e cobrar justiça pelo assassinato de Marielle Franco. O crime contra a então vereadora completa 6 anos no dia 14 de março. O conflito em Israel também será uma das pautas da mobilização. "E culmina com o 23 de março, numa jornada de mobilização com os temas dos 60 anos de golpe, ditadura nunca mais, sem anistia, punição para os golpistas e também o tema da denúncia pelo cessar-fogo e contra o genocídio na Palestina", lista Raimundo Bonfim. A entrevista completa, feita pela apresentadora Luana Ibelli, aparece na edição desta quinta-feira (29) do Central do Brasil, disponível no canal do Brasil de Fato no YouTube. E tem mais! Imóvel da Gente Programa do governo federal lançado nesta semana vai destinar imóveis ociosos da União para moradia popular e para equipamentos públicos. Vazamento tóxico Em São Luís (MA), vazamento de substâncias tóxicas da refinaria Alumar acontece desde o fim do ano passado. O Central do Brasil é uma produção do Brasil de Fato. O programa é exibido de segunda a sexta-feira, ao vivo, sempre às 13h, pela Rede TVT e por emissoras parceiras. Edição: Matheus Alves de Almeida

Operação Lesa Pátria: investigadores encontram 80 armas e R$ 600 mil em endereço alvo da PF (vídeo)

Operação Lesa Pátria: investigadores encontram 80 armas e R$ 600 mil em endereço alvo da PF (vídeo): As armas estavam no mesmo local, em uma casa no Tocantins, onde foram cumpridos ao todo 8 mandados de busca e apreensão

VARSOVIA E GAZA

Varsóvia e Gaza, as semelhanças dos métodos nazistas, por Luiz Cláudio Cunha apostagem.com.br/2024/02/29/varsovia-e-gaza-as-semelhancas-dos-metodos-nazistas-por-luiz-claudio-cunha/ 29 de fevereiro de 2024 Varsóvia e Gaza, as semelhanças dos métodos nazistas, por Luiz Cláudio Cunha O trabalho, de 20 mil palavras, tem o título “Varsóvia e Gaza: dois guetos e o mesmo nazismo” e saiu originalmente na Editora Unisinos. Afinal, a política da Israel aplicada em Gaza tem semelhança com o nazismo? Durante 3 meses, o jornalista Luiz Cláudio Cunha – repórter que ajudou a desvendar a Operação Condor na América do Sul. Seu trabalho permite uma comparação assustadora entre o premiê sionista Netanyahu e o general nazista Jurgen Stroop que comandou a chacina em Varsóvia. O trabalho, de 20 mil palavras, tem o título “Varsóvia e Gaza: dois guetos e o mesmo nazismo” e saiu originalmente na Editora Unisinos. Na abertura, Cunha já extravasa sua indignação com ambos os genocídios: “O judeu assassinado e o judeu assassino. Oitenta anos separam essa brutal metamorfose de um povo perseguido em 1943 pela barbárie nazista na Polônia e convertido, em 2023, em um Estado vingativo que bombardeia impiedosamente hospitais, escolas, ambulâncias, mesquitas, mulheres, crianças e dois milhões de civis inocentes no enclave palestino de Gaza”. “A dramática inversão de papéis dos judeus atacados no Gueto de Varsóvia para os judeus atacantes no Gueto de Gaza – a inacreditável degeneração do judeu perseguido para o papel de judeu perseguidor – marca talvez o pior retrocesso moral e ético dos princípios civilizatórios de um povo no curto espaço das últimas oito décadas da Humanidade.” Cunha reconhece a brutalidade do ataque do Hamas a civis israelenses. “Foi o maior atentado terrorista no mundo desde o 11 de setembro de 2001, quando 19 membros da Al-Qaeda de Bin Laden sequestraram quatro aviões comerciais nos Estados Unidos – atingindo entre eles as torres gêmeas de 110 andares do World Trade Center, em Nova Iorque” A reação judaica desonrou a tradição humanista dos judeus: “Líderes notórios máximos de Israel, incluindo generais, jornalistas, celebridades e destaques das redes sociais, se lambuzaram na defesa da punição coletiva em massa. Um constrangedor surto de desmemória para um povo que sempre lembra ao mundo a brutalidade de que foi vítima na barbárie do Holocausto nazista” Cunha lembra as declarações de Netanyahu prometendo transformar Gaza em ilha deserta; e do major-general Yoav Galant, Ministro da Defesa d Israel, afirmando que lutavam contra “animais humanos”. Segue-se um festival horrendo de racismo, de pregação do genocídio por parte de figuras ilustres de Israel. O ápice foram as declarações do general Giora Eiland, 71 anos, um dos militares mais influentes do país: “Israel deve criar um desastre humanitário sem precedentes em Gaza. Somente a mobilização de dezenas de milhares e o clamor da comunidade internacional criarão a alavanca para que Gaza fique sem o Hamas ou sem pessoas. Estamos em uma guerra existencial”. A caçada de Israel aos “terroristas”: as tropas de Benjamin Netanyahu no combate implacável ao inimigo…

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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

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