quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Lula vai liderar o levante popular?

Lula vai liderar o levante popular?: Seria o momento de Lula liderar o levante popular do qual fala o senador Roberto Requião (PMDB-PR)? O ex-presidente deverá ser condenado no dia 24 de janeiro pelo TRF-4 — e preso na sequência — e, consequentemente, ficará inelegível para … Continue lendo →

sábado, 9 de dezembro de 2017

AGORA: Ex-preside Lula se encontra com artistas e intelectuais no RJ.Ass...

AGORA: Ex-preside Lula se encontra com artistas e intelectuais no RJ.Ass...

REFORMA DA PREVIDÊNCIA PODE COMPROMETER REELEIÇÃO?




Diap: Reforma da Previdência pode comprometer reeleição?

Data de publicação: 7 Dez 2017


Sim! O atual presidente não é popular, não existe financiamento de campanha, não há satisfação popular nem as perspectivas são boas para o povo, e os parlamentares já votaram matérias impopulares – como a Reforma Trabalhista e o Congelamento Do Gasto Público – e comprometeram suas biografias votando pela absolvição de denunciados por vários crimes, inclusive formação de quadrilha, e que, portanto, o eleitor não irá tolerar que votem mais 1 vez contra a maioria do povo, aprovando uma reforma da Previdência que pune servidores, trabalhadores do setor privado, e beneficia bancos e seguradas privadas.





por Antônio Augusto de Queiroz



Todos estão de acordo sobre a necessidade de adequação da legislação previdenciária aos indicadores demográficos e também aos critérios financeiros e atuariais, mas o que se está fazendo nesse momento é pura mistificação.

Sob o pretexto de evitar a falência do sistema previdenciário, governo, empresários, Banco Mundial, imprensa e até funcionários públicos se somam para mentir para a população, passando a falsa ideia de que, uma vez feita a reforma da Previdência, as finanças públicas voltam a ficar em ordem, já que se enfrentaria um déficit monumental.

A alegação é de que com as atuais despesas previdenciárias não sobram recursos para a educação, a saúde ou a segurança, passando a ideia de que seria possível ampliar o gasto com essas outras rubricas, desde que se fizesse uma reforma na Previdência. É mentira!

Desde que entrou em vigor a Emenda à Constituição (EC) 95, que congela o gasto público em termos reais por 20 anos, o orçamento terá como parâmetro a despesa do ano anterior, corrigida pelo IPCA, e não mais a receita. Logo, mesmo que haja aumento da receita não pode haver aumento de gasto, já que toda a receita nova será destinada a abater déficits ou, na ausência destes, gerar superávit e utilizá-lo, integralmente, no pagamento dos juros e do principal das dívidas interna e externa – dívida pública.

Nessa campanha pela reforma da Previdência, propositadamente, misturam dados e informações sobre supostos rombos que não serão resolvidos pela reforma, já que os benefícios em usufruto, tanto no setor público quanto no setor privado, vão continuar sendo pagos e não existe reforma ou mágica que faça essa despesa desaparecer, como querem fazer crer os defensores da reforma já e a qualquer custo.

A diferença hoje existente entre o que se arrecada do servidor e do ente público, na medida em que não houve reserva ao longo das décadas de pagamento de contribuição antes do usufruto do benefício, vai continuar existindo para os atuais aposentados e pensionistas, porque o sistema de repartição requer reposição de quadros, e isto não tem sido feito, especialmente nos governos neoliberais. Aliás, a própria EC 95 exclui do computo da despesa, para fins de limites, a contratação de pessoal para substituir quem se aposentou.

Para manter um benefício de um aposentado ou pensionista, é necessária a contribuição de pelo menos quatro ativos, e hoje a relação é praticamente de 1 por 1 no serviço público e de 2,5 por 1 no Regime Geral (INSS). Logo, num sistema desses, considerando só a receita atual de contribuições, haverá déficits e não tem reforma que resolva isso, exceto se cortar os benefícios.

Assim, utilizar uma informação que não será afetada pela reforma para justificar sua realização é, no mínimo, desonestidade intelectual. Qualquer reforma que se faça poderá retardar aposentadoria e até reduzir o valor das aposentadorias e pensões daqueles que ainda não preencheram os requisitos para fazer jus ao benefício, mas nenhum impacto terá, a curto prazo, em relação aos supostos “déficits” atuais.

Promover ajustes no sistema previdenciário, com respeito aos direitos adquiridos e aos direitos acumulados, com regras de transição para os que estão em processo de aquisição de direito, e com novas regras para os futuros segurados, é fundamental, mas respeitando-se a isonomia entre os 2 sistemas (regimes próprios do servidores e regime geral) e não utilizando o argumento da isonomia e aplicando critérios distintos, com desfavor dos atuais e futuros servidores.

Alguma reforma é necessária, porque, embora já tenha sido feita para os servidores públicos federais – com adoção de idade mínima e a quebra da paridade e integralidade para os que ingressaram entre 2004 e 2013 e a limitação dos benefícios ao teto do INSS, desde que foi criada a Previdência Complementar da União em 2013 – alguns estados e municípios ainda não adotaram a Previdência Complementar e no INSS não existe idade mínima, ainda que a formula 85/95 leve a uma idade mínima e o fator previdenciário reduza drasticamente o benefício de quem se aposente antes de completar 60 anos de idade, mesmo tendo mais de 30 de contribuição.

O fato de reconhecer a necessidade de alguma reforma não significa que seja feita a toque de caixa e com agressão a direitos, até porque não produzirá nenhuma economia significativa a curto prazo e se prestará, no formato apresentado, para privatizar a Previdência Pública, abrindo mercado para os bancos e seguradoras privadas. Pode-se, perfeitamente, esperar 1 governo legítimo para fazê-la, com respeito à expectativa de direito e sem o objetivo de punir determinados segmentos dos assalariados nem de favorecer bancos e seguradoras privadas, como é o caso da atual reforma, inclusive em sua versão “enxuta”.

Para levar a cabo a reforma da Previdência, que faz parte de mais 1 entrega desse governo ao mercado financeiro, o governo mente, manipula dados e envolve até inocentes úteis nesse processo, como determinados funcionários púbicos, que emprestam sua capacidade intelectual para manipular informações sem a devida contextualização.

Quando se afirma que os deputados que votaram a favor da reforma da Previdência de FHC, em 1998, tiveram melhor desempenho nas urnas que aqueles que votaram contra, sem informar que naquele período havia financiamento empresarial de campanha, o ambiente era de satisfação popular com o Plano Real e o presidente FHC era muito popular e candidato à reeleição – e que o governo e o mercado compensaram regiamente os parlamentares com perspectiva de poder e recursos de campanha pelo apoio à reforma – está-se induzindo os atuais deputados a votarem a favor sob o fundamento de que, com isso, vão renovar seus mandatos.

Mas o atual presidente não é popular, não existe financiamento de campanha, não há satisfação popular nem as perspectivas são boas para o povo, e os parlamentares já votaram matérias impopulares – como a Reforma Trabalhista e o Congelamento Do Gasto Público – e comprometeram suas biografias votando pela absolvição de denunciados por vários crimes, inclusive formação de quadrilha, e que, portanto, o eleitor não irá tolerar que votem mais 1 vez contra a maioria do povo, aprovando uma reforma da Previdência que pune servidores, trabalhadores do setor privado, e beneficia bancos e seguradas privadas.

Outra manipulação em curso, também com fins de favorecer o mercado, é a campanha de combate aos supostos privilégios dos servidores públicos, porque facilita o desmonte do Estado e a entrada do mercado na venda e prestação de serviços públicos. Depois que a onda pseudomoralista do combate à corrupção cumpriu seu papel, ou seja, afastou a presidente Dilma e permitiu aprovar várias reformas pró-mercado, agora precisa estancar a Lava Jato, que avança além do PT, pegando seus próprios incentivadores. Para esvazia-la nada melhor que escolher outro inimigo, no caso os servidores públicos.

O momento requer reflexão. Todo o apoio da mídia e do mercado à reforma, nessa reta final da sessão legislativa, também tem o objetivo de desviar o foco das proposições que aumentam desonerações como a MP 795 que promove uma trilionária desoneração do setor de petróleo e gás, ou que podem aumentar receitas públicas – poupando o empresariado do pagamento de algumas dezenas de bilhões em tributos – como é o caso da MP que tributa os fundos fechados de investimento, e do projeto de lei que trata da reoneração da folha, que deixarão de ser votados e isentam o setor empresarial do pagamento desses tributos já a partir de 2018.

A reforma – exceto se todos os partidos da base fecharem questão, o governo liberar mais recursos do que irá economizar com ela – não será aprovada, mas fortalece determinadas figuras públicas perante o mercado e, mais importante, isenta este (o mercado) do aumento de tributos no ano de 2018, porque todo o foco e esforço foi deslocado para a reforma, mesmo sabendo que ela não teria chances reais de aprovação.



* Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político e diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar -  Diap




Fonte: Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar -  Diap

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Em defesa da Aposentadoria, reforma de Temer é alvo de protestos - Portal Vermelho

Em defesa da Aposentadoria, reforma de Temer é alvo de protestos - Portal Vermelho: Os movimentos sociais e as centrais sindicais ocuparam as ruas nesta terça-feira (5) contra a proposta de reforma da Previdência de Michel Temer. Foram realizados atos, paralisações de 24 horas, bloqueio de avenidas e rodovias, ocupação de prédios do INSS, marchas e protestos em aeroportos. O objetivo foi alertar a população para o que, sindicalistas e especialistas, consideram o maior ataque à Previdência Social.

A mentira da recuperação da economia - Portal Vermelho

A mentira da recuperação da economia - Portal Vermelho

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DECLARA QUE GOVERNADOR DESCUMPRE A CONSTITUIÇÃO AO DEIXAR DE CONCEDER REAJUSTES SALARIAIS POR PERDA INFLACIONÁRIA: VITÓRIA OBTIDA PELO SINDIPOL/ES VAI BENEFICIAR MAIS DE 82 MIL SERVIDORES PÚBLICOS CAPIXABAS

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DECLARA QUE GOVERNADOR DESCUMPRE A CONSTITUIÇÃO AO DEIXAR DE CONCEDER REAJUSTES SALARIAIS POR PERDA INFLACIONÁRIA: VITÓRIA OBTIDA PELO SINDIPOL/ES VAI BENEFICIAR MAIS DE 82 MIL SERVIDORES PÚBLICOS CAPIXABAS

domingo, 3 de dezembro de 2017

Pesquisa: Flávio Dino tem vantagem superior a 30 pontos sobre Roseana - Portal Vermelho

Pesquisa: Flávio Dino tem vantagem superior a 30 pontos sobre Roseana - Portal Vermelho: Em pesquisa do Instituto Exata, divulgada neste domingo pelo Jornal Pequeno, o governador Flávio Dino (PCdoB) tem a preferência de 63% eleitores do Maranhão, enquanto Roseana, candidata da família Sarney e de Temer, tem 29% das indicações. Flávio Dino mantém ainda um alto índice de aprovação de seu governo com 62% dos maranhenses aprovando sua gestão.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Bispo propõe levante popular pacífico contra a reforma da Previdência

Política

Prostesto

Bispo propõe levante popular pacífico contra a reforma da Previdência

por Redação — publicado 27/11/2017 11h40, última modificação 27/11/2017 17h17
Prelado diz que proposta foi negociada na base de compra de votos e que ameaça a vida de milhares de brasileiros

CNBB
Bispo.jpeg

Dom Reginaldo Andrietta
O bispo da cidade de Jales, dom Reginaldo Andrietta, propôs em artigo publicado no site da diocese de sua cidade, um levante popular pacífico contra a reforma da previdência. No texto, dom Reginaldo afirma que a proposta que será apreciada pela Câmara dos Deputados foi negociada na base da compra de votos, que reduz direitos constitucionais e ainda põe em risco a vida de milhares de brasileiros, especialmente os mais vulneráveis. "Que tal, então, levantarmo-nos em respeito às pessoas idosas de hoje e de amanhã? Que seja um levante popular, evidentemente pacífico”, afirma no texto.
Leia também:
Dom Reginaldo Andrietta critica também outras medidas do governo Temer, como o teto dos gastos, que determina o congelamento por 20 anos as despesas com programas sociais e a reforma trabalhista por ferirem "gravemente nossa Constituição Cidadã”.
 Confira o artigo:

Paulo Paim afirma que é impossível aprovar a proposta de reforma da Prev...

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O GOLPE NÃO É INVENCÍVEL, DIZ A IGREJA CATÓLICA

Golpe que atingiu o nosso país não é invencível, diz rede ligada à Igreja Católica


Jornal GGN - Redes ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiram uma carta com uma mensagem otimista em relação ao golpe de Estado dado pelo grupo que levou Michel Temer ao poder e que culminou com uma série de mudanças em políticas públicas que retiraram direitos sociais. 
De acordo com a mensagem das Comissões Justiça e Paz da CNBB e da Comissão Justiça, Paz e Integridade da Criação da CRB, que formam a Rede Brasileira Justiça e Paz, "o quadro atual de grandes perdas e de ameaças a direitos não abala a nossa fé na democracia pois o golpe que atingiu o nosso país não é invencível. A força da militância dos movimentos populares, irá demonstrar, mais cedo do que se imagina, como em outros momentos da história, que as tiranias sempre sucumbem à irresistível vontade popular."
A carta critica o fim da CLT, medida que acaba de entrar em vigor, uma "ousadia que nem o arbítrio de 1964 foi capaz de propor", e que Temer só conseguiu tirar do papel comprando apoio político para se manter no poder, a despeito das denúncias da Lava Jato.
"Essa lógica cruel, incapaz de sentir qualquer remorso com a dor de milhões, é constantemente tratada como responsabilidade fiscal", diz a nota, que ainda leva as críticas ao Judiciário. 
"Tal quadro desolador se completa com a hipertrofia do judiciário, nem sempre distante das paixões políticas presentes na sociedade. Aliás, muitos se perguntam se ele não estaria em algum grau partidarizado e comprometido com o modelo econômico neoliberal."
O informe ainda aponta que a "esperança que anima a nossa militância tem mantido acesos movimentos, redes e mobilizações" e isso tem ajudado a criar "resistência" e fazer o governo recuar em algumas pautas, como ocorreu no caso da Renca, "da insidiosa portaria que legitimava o trabalho escravo, bem como da cada vez mais improvável Reforma da Previdência."
Leia a manifestação completa abaixo.
Mensagem pública aprovada pelas Comissões Justiça e Paz da CNBB e a Comissão Justiça, Paz e Integridade da Criação da CRB, que formam a Rede Brasileira Justiça e Paz, reunidas em Brasília, de 10 a 12 de Novembro de 2017
Misericórdia e fidelidade se encontram, justiça e paz se abraçam (Salmo 85, 11) 
A realidade brasileira expõe uma nação à deriva, sem rumo, entregue à voracidade do mercado financeiro nacional e internacional. Há quem sustente que esta situação revela algo premeditado e
com objetivo claro: aprofundar o modelo de país voltado para fora como fonte de matérias primas oferecidas às metrópoles de plantão.
Tal anomalia tem uma funcionalidade, pois legitima a adoção de políticas que, num quadro de normalidade, jamais seriam aceitas. Ao explorar o vocábulo crise, implicitamente induz à admissão de que o Estado Democrático de Direito ainda subsiste e não estaríamos caindo em outra realidade, um novo formato de Estado, voltado à multiplicação de lucros e ampliação do controle penal dos “indesejáveis”, em negação de valores essenciais à própria humanidade.
É dentro desta perspectiva, que se explica a interminável necessidade de buscar a desconstrução dos instrumentos de governança e inclusão social, que desde 1930 deram sentido à nacionalidade brasileira, apesar dos inúmeros limites e percalços que não podem ser olvidados.
Há poucos meses foi decretado o fim da CLT, medida que acaba de entrar em vigor, ousadia que nem o arbítrio de 1964 foi capaz de propor. O atual Presidente da República comporta-se sem cerimônia e desprovido da “liturgia do cargo” para enterrar as denúncias que pesam contra ele e seus mais próximos auxiliares. Para tanto, faz uso indevido de nomeações, verbas e distribui privilégios que o mau manejo da máquina pública proporciona, em escandalosa cooptação de parlamentares e parte majoritária da mídia empresarial.
O discurso oficial apregoa que teríamos entrado num lento, porém virtuoso processo de retomada do emprego, da renda e da atividade econômica. Tal aceno, choca-se com a sensação real de instabilidade institucional, pobreza crescente e enorme desemprego. É preciso lembrar que as medidas de “contenção de despesas” destinadas à área social acoplam-se à permanente drenagem desses recursos desviados para o infindável pagamento de inaceitáveis juros da dívida pública. Essa lógica cruel, incapaz de sentir qualquer remorso com a dor de milhões, é constantemente tratada como responsabilidade fiscal, verdadeira adoração ao mercado e desprezo pelos pobres, mulheres, negros, jovens, desempregados e indígenas.
Tal quadro desolador se completa com a hipertrofia do judiciário, nem sempre distante das paixões políticas presentes na sociedade. Aliás, muitos se perguntam se ele não estaria em algum grau partidarizado e comprometido com o modelo econômico neoliberal que se quer impor ao Brasil. Afinal, atribui-se a um dos ministros do STF a inaceitável expressão “a Constituição não cabe no
orçamento”. 
No campo da sociedade civil está presente forte e difundida oposição à implementação desse modelo, entretanto sem a força necessária às mobilizações, em parte fragilizadas pelo risco do desemprego que coloca os movimentos dos trabalhadores na defensiva, em parte, pela ausência de uma proposta de luta clara, exequível e unificada.
A esperança que anima a nossa militância tem mantido acesos movimentos, redes e mobilizações. Por isso, nossa resistência tem sido capaz de impor o recuo do governo em questões como a da Renca, da insidiosa portaria que legitimava o trabalho escravo, bem como da cada vez mais improvável Reforma da Previdência.
Esse quadro atual de grandes perdas e de ameaças a direitos, não abala a nossa fé na democracia pois o golpe que atingiu o nosso país não é invencível. A força da militância dos movimentos populares, irá demonstrar, mais cedo do que se imagina, como em outros momentos da história, que as tiranias sempre sucumbem à irresistível vontade popular.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Trabalhador “intermitente” vai ficar sem Previdência

Trabalhador “intermitente” vai ficar sem Previdência

A MP da reforma trabalhista, editada por Michel Temer, faz uma emenda tão ruim quanto o soneto ao regulamentar o recolhimento dos trabalhadores “intermitentes” aqueles que trabalham algumas horas ou alguns dias no mês, quando o patrão achar que tem necessidade de tirá-los da “prateleira”.
Como tinham ficado sem direito a Previdência caso a remuneração, somando as horas trabalhadas, não alcance o salário mínimo, Temer fez uma correção.
Agora, eles podem “completar” a contribuição ao INSS do próprio bolso.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A GLOBO QUER ENGANAR A QUEM?

Kátia Gerab Baggio: Com “Transgressores”, Globo quer enganar quem que se aliou à extrema-direita para golpear Dilma e a democracia?

15 de novembro de 2017 às 18h03

  
A GloboNews e “Os Transgressores”
Por Kátia Gerab Baggio*, especial para o Viomundo



iguei na GloboNews hoje, 12/11, à tarde. Desde 2014 e da campanha pró-impeachment, passei a assistir cada vez menos à emissora, por não suportar a mesmice da pauta neoliberal, na economia, e reacionária, em relação aos direitos sociais, que passou a rechear os horários do canal noticioso do Grupo Globo.
Estava sendo transmitido o GloboNews Documentário. Quando liguei a TV, o tema era Paulo Freire e seu papel fundamental para a educação e a alfabetização. Depois, o filme abordou a militância do estilista Carlos Tufvesson e sua luta contra a homofobia.
Na sequência, o documentário passou a tratar da trajetória de Celso Athayde e da criação da CUFA, a Central Única das Favelas. Por fim, a retratada foi Lucinha Araújo e a Sociedade Viva Cazuza, que dá assistência a crianças e adolescentes portadores do vírus da AIDS.
Centrado nesses quatro personagens — Paulo Freire, Carlos Tufvesson, Celso Athayde e Lucinha Araújo — e em suas lutas por causas sociais, é, indiscutivelmente, um documentário favorável à inclusão e contra a intolerância.
Uma coprodução da Cinética Filmes com a GloboNews e a Globo Filmes, de 2017, o documentário tem por título “Os Transgressores” e foi dirigido por Luis Erlanger, jornalista de longa trajetória no jornal “O Globo” e na TV Globo.
Por que resolvi escrever este texto?
No auge da campanha pró-impeachment, em que o Grupo Globo buscou, por todos os meios, insuflar as pessoas a ir às ruas de verde e amarelo, contra o PT, Dilma e Lula, documentários como este não eram usuais na programação dos veículos “globais”. Era necessário fazer vistas grossas à presença da extrema-direita nas ruas.
Ao lado do antipetismo, estavam intolerantes e violentos: racistas, misóginos e homofóbicos. Gente simpatizante de Bolsonaro e que vota em parlamentares da bancada BBB, da “Bala, Bíblia e Boi”.
Neste momento, o Grupo Globo está buscando dissociar-se da extrema-direita. A mesma extrema-direita com a qual somou forças para que o golpe de 2016 fosse consumado.
Nos atos de 2015 e 2016 a favor do impeachment, cartazes homofóbicos, racistas e contrários aos direitos humanos estavam nas ruas, junto com aqueles de ódio aos “petralhas”, às esquerdas e aos movimentos sociais.
Cartazes com frases como “Fora Dilma e leve o PT junto”, “A nossa bandeira jamais será vermelha”, “A culpa não é minha, eu votei no Aécio,” e “Chega de doutrinação marxista, basta de Paulo Freire” proliferavam. Tudo isso com o aval do Grupo Globo, que os endossava ou os escondia, no caso daqueles empunhados pela direita mais intolerante e extremista.
Mais de um ano depois de consumado o golpe, o Grupo Globo quer enganar a quem? Quer esconder que esteve aliado à extrema-direita para golpear a democracia? E, junto com a democracia, os direitos sociais e os direitos humanos?
Quer esconder que apoiou a chegada ao poder deste projeto excludente do (des)governo de Temer?
A família Marinho apoiou o golpe civil-militar de 1964 e o regime ditatorial militar, que durou duas décadas. Apoiou o golpe de 2016 e a campanha virulenta que visou à destruição do PT, de Dilma, Lula e de todas as esquerdas.
E agora resolveu endossar campanhas antirracistas, anti-homofóbicas e em defesa dos direitos humanos.
Mas continua a favor de um projeto neoliberal de enxugamento do Estado, de privatizações do patrimônio público a preços vis, e de retirada de direitos trabalhistas e sociais.
Não é possível deixar-se enganar pelo “canto da sereia”.
O Grupo Globo foi golpista em 1964 e 2016. E continua sendo a #GloboGolpista.
*Kátia Gerab Baggio é historiadora e professora de História das Américas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

domingo, 12 de novembro de 2017

Juristas do Ceará divulgam moção de repúdio contra palestra de Moro em congresso

Juristas do Ceará divulgam moção de repúdio contra palestra de Moro em congresso

Postado em 12 de novembro de 2017 às 3:41 pm
Juristas do Ceará divulgaram uma moção de repúdio contra palestra do juiz Sergio Moro num congresso de procuradores municipais.
“O convidado é amplamente conhecido por seu desapreço ao direito de defesa e ao trabalho realizado pelo advogado”, escrevem num manifesto.
Eis o texto na íntegra:
MOÇÃO DE REPÚDIO
O Coletivo de Juristas pela Democracia Ceará vem a público manifestar profundo repúdio à participação do juiz federal Sérgio Moro no XIV Congresso Brasileiro de Procuradores Municipais. O encontro, que é anual, será realizado entre os dias 21 e 24 do corrente mês na cidade de Curitiba. A promotora do evento é a Associação Nacional de Procuradores Municipais – ANPM.
O referido magistrado foi convidado para a conferência de abertura do congresso, causando consternação entre procuradores municipais e advogados de todos os estados do Brasil. Neste momento tão delicado por que passa a democracia brasileira, entendemos que o convite ao juiz da 13a Vara Federal de Curitiba prejudica sobremaneira o trabalho de advogados e de todos aqueles que lutam pela defesa dos valores de sustentação do Estado Democrático de Direito.
O convidado é amplamente conhecido por seu desapreço ao direito de defesa e ao trabalho realizado pelo advogado. Além de tecer considerações negativas sobre a atuação de patronos de réus em sentenças, o juiz promove expedientes processuais sem o cuidado necessário, permitindo que escritórios de advocacia sejam violados. Essas práticas reafirmam um perigoso estigma de que o advogado é obstáculo e não garantia de justiça.
É inconcebível que uma entidade de representação de advogados do tamanho da ANPM mantenha-se indiferente a todos esses episódios de violação profissional de colegas. Oferecer espaço de visibilidade a um agente público que amesquinha prerrogativas e direitos fundamentais significa adesão explícita a essas práticas, o que merece repúdio da sociedade civil organizada que tenha compromisso com os mecanismos de promoção da democracia.
Além do respeito à democracia, o respeito pelo estatuto da advocacia brasileira configura uma obrigação de todos os advogados, independentemente de estarem ou não atuando. Trata-se de uma responsabilidade social compartilhada entre os membros da categoria. Assim, um evento de advogados para advogados nunca é um evento de propriedade exclusiva dos organizadores, porque a boa imagem dos advogados é um verdadeiro patrimônio imaterial da coletividade, um bem indisponível, sob zeladoria dos profissionais inscritos na OAB.
Nesse sentido, dar espaço a um juiz antagônico ao profissional da advocacia ofende e constrange toda a comunidade jurídica nacional. A iniciativa só faz sentido se considerarmos a existência de alpinistas políticos de ocasião infiltrados na ANPM, cujo cuidado não é com a Constituição e nem com a sociedade, mas apenas com seus próprios interesses. Ocorre que esse tipo de compromisso pessoal não pode prevalecer em face da solidariedade que os membros da advocacia devam compartilhar entre si. Ademais, o suposto combate à corrupção que o convidado diz promover não passa de um teatro, um fingimento. Por isso, não se justifica o convite.
Não se combate a corrupção combatendo os direitos fundamentais. De tal modo, o real intuito do discurso de combate à corrupção é confundir parcela da cidadania, enquanto representantes do atraso civilizatório buscam interferir no processo político eleitoral de 2018 a todo custo. Uma democracia madura jamais permitiria que um membro do poder judiciário fizesse publicidade com o processo penal em vez de fazer justiça. Tampouco alinhamentos com setores da mídia passariam despercebidos pelos órgãos de controle do ofício judicante. Mas parcela da Justiça brasileira assumiu compromissos circunstanciais em vez de guardar os compromissos estruturais do Estado brasileiro.
Causa estranheza a organização do XIV Congresso Brasileiro de Procuradores Municipais não reconhecer esses fatos ou fingir ignorá-los. Afinal, um ambiente institucional hostil à democracia e aos advogados é um ambiente também hostil ao trabalho do procurador municipal.
Em suma, a prática do juiz Sérgio Moro é marcada pela deformação na aquisição da verdade. Para ele, a hipótese acusatória goza de primazia perante o trabalho empreendido pela defesa. Dessa forma, o que caracteriza a popularidade desse juiz não é sua competência técnica, mas a tentativa de construir um consenso fraudulento na opinião pública sobre determinadas figuras da vida pública nacional, criminalizando seletivamente a política.
Por todas essas razões, repudiamos a organização do XIV Congresso Brasileiro de Procuradores Municipais pelo equívoco no convite formulado.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

FEIPOLCON EM AÇÃO

FEIPOLCON EM AÇÃO
FEIPOL/CON cobra novamente que Secretaria de Segurança devolva os Agentes Policiais de Custódia para a PCDF
(Entenda o caso)
                Em janeiro/2016 a FEIPOLCON enviou ofício ao Diretor Geral da PCDF, ao Secretário de Segurança e a Corregedoria Geral da União, para que os policiais civis cedidos para a SESIPE/SSP-DF, retornassem as suas lotações na PCDF. O entendimento é que mesmo com a decisão liminar (precária) no Processo - 2015.01.1.089140-8 da Segunda Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que obrigou os AGEPOCS a retornar para a SESIPE/SSP-DF, a Secretaria de Segurança teria que devolver ao Fundo Constitucional do Distrito federal os valores dispensados para cobrir a folha de pagamentos dos policiais civis cedidos, sob pena dos policiais não receberem seus vencimentos e os gestores respondessem por improbidade administrativa.
Numa tentativa desesperada de não atender aos ditames legais, foi arregimentada uma portaria do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão para o GDF não ter que custear esta despesa. A Portaria normativa nº 01 de 11 de janeiro de 2016 da Secretaria de Gestão de Pessoas e Relações do Trabalho no Serviço Público, do Ministério do Planejamento trazia em seu bojo:

sábado, 26 de agosto de 2017

sábado, 5 de agosto de 2017

CPI aponta superávit da previdência

CPI aponta superávit da previdência: Instalada no dia 26 de abril deste ano, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga as contas da Previdência já realizou mais de 20 audiências. A CPI &eac

CPI aponta superávit da previdência

CPI aponta superávit da previdência: Instalada no dia 26 de abril deste ano, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga as contas da Previdência já realizou mais de 20 audiências. A CPI &eac

domingo, 30 de julho de 2017

DECRETO | Temer vai premiar governadores que demitirem ou cortarem direitos dos SERVIDORES ESTADUAIS de todo o país! Saiba mais e compartilhe... :: Dever de Classe

DECRETO | Temer vai premiar governadores que demitirem ou cortarem direitos dos SERVIDORES ESTADUAIS de todo o país! Saiba mais e compartilhe... :: Dever de Classe: DA REDAÇÃO | O 'presidente' Michel Temer (PMDB) fez publicar hoje (28) no Diário Oficial da União um Decreto Presidencial onde regulamenta premiações aos governadores que fizerem duros ataques aos servidores públicos de todos os estados e também os do Distrito Federal. Medida exige, dentre outros males, demissão de funcionários, congelamento de...